<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>AIDS &#124; HIV – Saiba tudo sobre os sintomas &#187; vírus</title>
	<atom:link href="http://www.aidshiv.com.br/tag/virus/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.aidshiv.com.br</link>
	<description>Conheça os sintomas do HIV e entenda como acontece a transmissão da AIDS. Aprenda o que é a AIDS e como se prevenir.  Tire suas principais dúvidas sobre a doença.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Jan 2012 02:38:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Fármacos contra HIV podem combater vírus associado ao cancro próstata</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/farmacos-contra-hiv-podem-combater-virus-associado-ao-cancro-prostata/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/farmacos-contra-hiv-podem-combater-virus-associado-ao-cancro-prostata/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 22:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=201</guid>
		<description><![CDATA[Há menos de um ano, investigadores demonstraram que o retrovírus XMRV poderia ser responsável tanto por alguns casos de cancro da próstata como pela síndrome da fadiga crónica. Agora, os investigadores da Universidade Emory, Atlanta Veterans Affairs Medical Center e Universidade de Utah, nos EUA, mostram que quatro medicamentos usados para tratar a sida podem [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/farmacos-contra-hiv-podem-combater-virus-associado-ao-cancro-prostata/">Fármacos contra HIV podem combater vírus associado ao cancro próstata</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há menos de um ano, investigadores demonstraram que o retrovírus XMRV poderia ser responsável tanto por alguns casos de cancro da próstata como pela síndrome da fadiga crónica. Agora, os investigadores da Universidade Emory, Atlanta Veterans Affairs Medical Center e Universidade de Utah, nos EUA, mostram que quatro medicamentos usados para tratar a sida podem inibir a actuação do vírus no organismo, noticia o site Ciência Diária.<br />
Embora não se saiba o papel que o XMRV exerce para levar ao desenvolvimento das duas doenças, os cientistas conseguiram demonstrar que medicamentos potentes contra o HIV podem combater o retrovírus.<br />
O raltegravir (Isentress®), que representa uma nova classe de medicamentos antiretrovirais ao inibir a enzima integrase, e mais três outros compostos – outro inibidor da integrase, AZT e tenofovir DF, e dois inibidores da transcriptase reversa – podem prevenir a replicação da ameaça no corpo.<br />
<strong>Terapias combinadas</strong><br />
Isso sugere que estes medicamentos podem ser usados em terapias combinadas: uma táctica particularmente eficaz contra o vírus da sida.<br />
“O nosso estudo mostrou que estes fármacos inibem o XMRV em baixas concentrações quando dois deles são usados ao mesmo tempo, sugerindo o potencial de terapias do tipo cocktail para inibir a replicação do vírus e a sua disseminação”, explica Raymon Schinazi, professor de pediatria e química da Emory.<br />
“Esta combinação também pode ter a vantagem de atrasar ou mesmo impedir que vírus mutantes se tornem resistentes”, acrescenta.<br />
Embora ambos – o XMRV e o HIV – sejam retrovírus, existe pouca similaridade entre eles ao nível de proteína. Os cientistas mostraram que vários retrovírus podem causar cancro em animais, mas apenas um retrovírus é conhecido por infectar humanos: o T-linfotrópico 1 e 2 e, agora, o XMRV.<br />
<strong>Resistência</strong><br />
Os cientistas investigam agora o desenvolvimento da resistência ao raltegravir e a outros medicamentos.<br />
“Nem todos os estudos sobre o XMRV conseguem detectá-lo no cancro da próstata ou em amostras de síndrome da fadiga crónica”, diz Ila Singh, professora de patologia na Universidade de Utah. “Precisamos de ver os resultados de ensaios clínicos, antes que os medicamentos possam ser usados”.<br />
A investigadora liderou um estudo recente que mostra a presença do XMRV em 27% dos cancros da próstata examinados, com maiores probabilidades de serem detectados em tumores mais agressivos. O XMRV pode promover o cancro pela integração no ADN da célula hospedeira e danificar alguns genes.</p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/farmacos-contra-hiv-podem-combater-virus-associado-ao-cancro-prostata/">Fármacos contra HIV podem combater vírus associado ao cancro próstata</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/farmacos-contra-hiv-podem-combater-virus-associado-ao-cancro-prostata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/reportagem-com-pessoas-que-vivem-com-hivaids-ha-mais-de-duas-decadas-e-destaque-no-caderno-equilibrio/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/reportagem-com-pessoas-que-vivem-com-hivaids-ha-mais-de-duas-decadas-e-destaque-no-caderno-equilibrio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 18:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=64</guid>
		<description><![CDATA[25/03/2010 &#8211; 10h Positivo e operante 25 anos após os testes do primeiro remédio para combater a Aids, três portadores do vírus HIV contam como é ter a doença há mais de duas décadas No princípio, era o fim. Há 25 anos, quando o primeiro medicamento para tratar pacientes com HIV começou a ser testado, [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/reportagem-com-pessoas-que-vivem-com-hivaids-ha-mais-de-duas-decadas-e-destaque-no-caderno-equilibrio/">Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>25/03/2010 &#8211; 10h</p>
<p><strong>Positivo e operante</strong></p>
<p>25 anos após os testes do primeiro remédio para combater a Aids, três portadores do vírus HIV contam como é ter a doença há mais de duas décadas</p>
<p>No princípio, era o fim. Há 25 anos, quando o primeiro medicamento para tratar pacientes com HIV começou a ser testado, o diagnóstico da doença equivalia a uma sentença de morte. Desde que surgiram os primeiros pacientes da epidemia, em 1981, o AZT era a primeira e única esperança para os infectados.</p>
<p>Apesar da boa notícia, perderam-se muitas vidas até que o remédio se tornasse acessível. A distribuição gratuita no Brasil começou em 1991, mas, até meados da década de 90, o tratamento era para poucos.</p>
<p>&#8220;Ou o sujeito tinha muito dinheiro e comprava de importadores ou contava com iniciativas isoladas de algumas prefeituras&#8221;, lembra Esper Kallas, infectologista da USP.</p>
<p>Além disso, o AZT estava longe de ser uma panaceia. A dosagem prescrita na época, o dobro da atual, provocava efeitos colaterais como anemia e intolerância gastrointestinal e deixava de agir após um ano, em média. &#8220;Houve grande resistência ao tratamento [por parte dos pacientes]. Na maioria dos casos, nem eu me convenci de seu impacto&#8221;, afirma o oncologista Drauzio Varella, que tratou alguns dos primeiros doentes de Aids do país.Rosa Alencar, da Coordenação Estadual de DST-Aids, concorda. &#8220;O AZT teve um impacto relativo porque não trazia melhora sustentada.&#8221;</p>
<p>Até o grande salto no combate ao problema, que o colocou no patamar das doenças crônicas em que se encontra hoje, passaram-se dez anos. Em 1995, o desenvolvimento dos primeiros inibidores de protease -drogas que agem em um estágio avançado da multiplicação do vírus nas células de defesa- mudou todos os paradigmas de tratamento. &#8220;A evolução foi absolutamente inacreditável&#8221;, afirma Varella.</p>
<p>Nessa época, o exame de carga viral possibilitou uma avaliação mais acurada da progressão da doença, ajudando a definir o melhor momento de iniciar o tratamento. &#8220;Pela primeira vez, conseguimos deixar pessoas com a carga viral indetectável. Muita gente hoje é sobrevivente desses dias&#8221;, diz Kallas.</p>
<p>No ano seguinte, a lei de acesso universal aos antirretrovirais foi aprovada, alçando o Brasil ao posto de protagonista mundial na luta contra a Aids.</p>
<p>Segundo a Unaids, braço da ONU para o tema, as mortes decorrentes da doença caíram 18% desde o lançamento dos coquetéis, mas a transmissão está longe de ser interrompida.</p>
<p>No Brasil, onde 700 mil pessoas carregam o vírus, menos da metade sabe que é portadora. &#8220;Aqui, 16% dos pacientes morrem no primeiro ano porque o diagnóstico está sendo feito tarde&#8221;, diz Kallas.</p>
<p>Com a ameaça de morte mais distante, os próximos desafios incluem ampliar o diagnóstico e minimizar os efeitos colaterais da medicação.<br />
Se as conquistas nessa área continuarem no rumo certo, mais pessoas poderão viver com o vírus pelos próximos 25 anos ou mais -assim como Hugo Hagström, Valéria Polizzi e José Araújo, que falam de suas vidas com o HIV a seguir.</p>
<p><strong>Não penso no futuro</strong></p>
<p>Desde 1997, quando lançou o livro &#8220;Depois Daquela Viagem&#8221; (ed. Ática, 279 págs., R$ 32), no qual relata sua experiência como portadora do HIV, Valéria Piassa Polizzi é um nome familiar para adolescentes e adultos que aprenderam com ela os riscos da infecção.</p>
<p>Adotado pelas escolas, o livro teve mais de 300 mil exemplares vendidos e foi traduzido em diversos países. Desde aquela época, a garota que recebeu a notícia de que não viveria mais do que seis meses no auge de sua juventude percorreu o Brasil dando palestras, viajou pelo mundo, casou, separou, escreveu outros dois livros e concluiu uma faculdade.</p>
<p>Aos 39 anos, Valéria convive com o vírus da Aids há 23 -foi contaminada nas primeiras relações sexuais, por um namorado. &#8220;Era uma doença de homossexuais masculinos, parecia muito distante da gente, meninas de classe média.&#8221;</p>
<p>Soube que tinha o HIV por seu pai. &#8220;Diziam que vivia dez anos quem tinha muita sorte. A vida foi parando. Fiz três meses de faculdade e larguei. Pensava: &#8220;Não vai dar tempo de acabar&#8221;.&#8221;</p>
<p>Pouco depois de voltar de uma viagem aos EUA, Valéria foi internada. O médico que a acompanhava havia indicado a hora de iniciar o tratamento, mas ela saiu do consultório e não voltou mais. &#8220;&#8221;Para que, se vou morrer de qualquer jeito?&#8221;, pensava. Eu via o efeito colateral do AZT nas pessoas.&#8221;</p>
<p>Aos 24 anos, passou um mês no hospital, com tuberculose renal, pela primeira e única vez.Depois de um ano, o médico suspendeu o AZT, que parava de fazer efeito. Nessa época, começou a escrever o livro.</p>
<p>Após um intervalo de quase dois anos sem medicação, o coquetel foi lançado e Valéria voltou a se tratar.</p>
<p>As viagens constantes eram o único plano que ela se permitia fazer. &#8220;Não conseguia pensar a longo prazo. Era, no máximo, para o mês que vem.&#8221;</p>
<p>Quando ela tinha 26 anos, o livro foi publicado. Valéria viajou pelo país inteiro dando palestras e ganhou uma coluna em uma revista voltada para adolescentes.</p>
<p>Alguns anos depois, conheceu o ex-marido, &#8220;que era soronegativo e continua sendo&#8221;, na Nova Zelândia. Depois de ficar três anos na Áustria, onde ele morava, voltaram ao Brasil. &#8220;Estava com 33 anos, não morri e não fiz faculdade. Queria estudar e me formei em jornalismo.&#8221; Agora, dedica-se à pós-graduação em criação literária.</p>
<p>Valéria tem problemas renais e faz exercícios físicos para combater a lipodistrofia, um problema de má distribuição da gordura corporal que também eleva o colesterol e os triglicerídeos. Toma antidepressivos, como a maioria de seus amigos soropositivos.</p>
<p>Com a carga viral indetectável &#8220;há muito tempo&#8221;, ela encara o HIV como doença crônica. &#8220;Vida normal que a gente fala é conseguir trabalhar, estudar, mas eu tenho uma doença. Está controlada, mas está aqui.&#8221;</p>
<p>Mesmo tendo ultrapassado os prognósticos mais favoráveis, Valéria ainda acha difícil fazer planos de longo prazo.</p>
<p><strong>O fim da negação</strong></p>
<p>Em 1985, o cabeleireiro Hugo Hagström tinha 24 anos e uma DST (doença sexualmente transmissível) difícil de curar. Seus amigos que voltavam do exterior traziam notícias da &#8220;peste gay&#8221;. Hugo uniu uma informação a outra e achou prudente fazer o exame. &#8220;Disseram que eu tinha mais seis meses de vida. Saí desnorteado e passei três anos tentando negar a doença, porque não tinha sintomas&#8221;, recorda-se.</p>
<p>Por mais de uma década, viveu à espera da morte, intercalando fases de adesão ao tratamento com outras de abandono, até que essa atitude cobrou seu preço. &#8220;Não conseguia me alimentar e entrei em estado terminal, mas, por sorte, foi quando surgiu o coquetel.&#8221;</p>
<p>Após quatro meses de internação, saiu do hospital sem falar e precisou de um ano para voltar a andar. Um descolamento de retina, causado por citomegalovírus, tirou-lhe parte da visão -até hoje, enxerga muito mal. Nunca mais largou o coquetel e, depois de enfrentar seis anos de efeitos colaterais, como uma diarreia acentuada, vive sem eles.</p>
<p>Também é mais tranquilo em relação à sua condição. &#8220;Quase perdi a vida e, depois que a ganhei de volta, vi que o HIV faz parte dela. Não tenho mais vontade nem motivo para negar isso.&#8221;</p>
<p>Os períodos cíclicos de depressão também se tornaram mais leves. &#8220;Redescobri o rumo, o privilégio de poder continuar a viver.&#8221;</p>
<p>No auge da juventude, Hugo chegou a passar um ano inteiro &#8220;assexuado&#8221;, como diz. Para os parceiros eventuais, não revelou que tinha o vírus. Enquanto a aparência e o estado clínico permitiram, continuou a trabalhar. No fim da década de 90, depois da internação, pediu a aposentadoria.</p>
<p>Entre a doença e o retiro, contou com o apoio financeiro de parentes. &#8220;Sou uma exceção daquele tempo, porque as pessoas eram abandonadas pela família, pelo trabalho, e nada disso aconteceu comigo. Meu autopreconceito é que foi muito forte. Eu já era rotulado por ser homossexual, e ser rotulado também de portador de &#8220;câncer gay&#8221; era demais.&#8221;</p>
<p>Hugo acha que esse panorama não mudou completamente. &#8220;As pessoas que sabem de um heterossexual portador de HIV sempre questionam se, em algum momento, ele não foi homossexual. A orientação sexual sempre permeia pelo lado negativo essa questão.&#8221;</p>
<p>Na organização onde trabalha voluntariamente há mais de uma década dando apoio a soropositivos, ainda ouve histórias como as de 25 anos atrás. &#8220;Tivemos conquistas, mas há hoje um discurso muito mentiroso, porque não pega bem falar que Aids é um nojo. Mas continuo ouvindo relatos de gente que separa copos, que a família manda embora.&#8221;</p>
<p>O infectologista Esper Kallas faz coro. &#8220;Melhorou, mas ainda existe preconceito. A infecção eclodiu principalmente em homens que fazem sexo com homens e em usuários de drogas. Isso trouxe uma reação social muito intensa, que tentamos apagar até hoje.&#8221;</p>
<p><strong>25 anos sem pisar no hospital</strong></p>
<p>Entre a notificação dos primeiros casos de Aids, em 1981, e o estabelecimento do agente transmissor da doença passaram-se anos. Foi em 1985, nesse cenário de incerteza, medo e preconceito, quando a doença era conhecida por &#8220;peste gay&#8221; e &#8220;câncer gay&#8221;, que o comerciário José Araújo, então com 28 anos, decidiu fazer o teste.</p>
<p>Certo de que estaria a salvo da doença, um mês depois do exame recebeu a sentença: era soropositivo. &#8220;O impacto foi muito forte porque eu estava fora do grupo de risco. O fator principal era ter se relacionado com algum estrangeiro, coisa que eu não tinha feito.&#8221;</p>
<p>Quando o médico disse que ele tinha dois anos pela frente antes de desenvolver a doença, a sensação foi de alívio. &#8220;Para mim, era muito tempo. Saí feliz com a notícia.&#8221;</p>
<p>Cercados de estigma e preconceitos, muitos soropositivos preferiam não revelar sua condição, a não ser para poucos familiares. &#8220;Todo mundo escondia, era um sofrimento muito solitário. Eu me afastei dos amigos porque tinha medo de deixá-los. O medo do preconceito era assustador.&#8221;</p>
<p>O tempo foi passando e Araújo continuou mantendo segredo de sua condição. &#8220;Fiquei cinco anos abstêmio e, depois, voltei a fazer sexo. Mas era sexo com culpa, com medo de transmitir. E de gostar de alguém e isso não dar certo&#8221;, afirma.</p>
<p>Embora vivesse com boa saúde, a doença parecia sempre à espreita. Em 1990, a aparição pública de Cazuza na fase terminal da doença teve um impacto devastador sobre ele. &#8220;Ele foi um carrasco para mim, pois poderia ser eu a qualquer momento e isso era muito duro. Como não conhecíamos ninguém vivendo bem com o HIV, via nele o próximo passo.&#8221;</p>
<p>Naquela época, começou a fazer parte do GIV &#8211; Grupo de Incentivo à Vida, uma associação pioneira de ajuda mútua a pessoas que vivem com o vírus. Foi também no início dos anos 90 que sua família soube de sua doença, pela televisão. &#8220;Um programa ia debater a questão e não encontrava portadores para falar. Fui cruel com a minha família: pedi que todos assistissem e disse que ia discutir economia. Foi a forma que achei de falar, mas fui irresponsável&#8221;, reconhece.</p>
<p>Pouco depois que os exames de carga viral e de contagem de CD4 tornaram-se disponíveis, Araújo começou a tomar o coquetel. Dos nove comprimidos diários de 1998, hoje restam apenas cinco.</p>
<p>Com a morte à espreita, Araújo não investiu na carreira e passou anos vivendo de bicos. Acabou se dedicando, primeiro no GIV, depois na ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, a dar apoio a outros portadores. &#8220;As pessoas que eu ajudei a cuidar me deram um sopro de vida. Para mim foi fantástico.&#8221;</p>
<p>Aos 52 anos, prestes a completar 25 anos com o vírus e com a carga viral indetectável há quatro, faz planos como se fosse viver eternamente. &#8220;Preciso acreditar nisso, mas vivo intensamente o dia de hoje.&#8221;</p>
<p><strong>Fonte: Folha de S.Paulo &#8211; </strong>RACHEL BOTELHO</p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/reportagem-com-pessoas-que-vivem-com-hivaids-ha-mais-de-duas-decadas-e-destaque-no-caderno-equilibrio/">Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/reportagem-com-pessoas-que-vivem-com-hivaids-ha-mais-de-duas-decadas-e-destaque-no-caderno-equilibrio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>272</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pessoas que vivem com tuberculose devem fazer teste de HIV</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/pessoas-que-vivem-com-tuberculose-devem-fazer-teste-de-hiv-orienta-departamento-de-dstaidsv/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/pessoas-que-vivem-com-tuberculose-devem-fazer-teste-de-hiv-orienta-departamento-de-dstaidsv/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 18:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[teste]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=73</guid>
		<description><![CDATA[24/03/2010 &#8211; 18h De 2002 para 2008, número de testes de HIV realizados no Brasil subiu de 26,7% do total de pacientes com tuberculose para 48%. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são as chances de sobrevida dos atingidos pela co-infecção No Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, o Departamento de DST, Aids e [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/pessoas-que-vivem-com-tuberculose-devem-fazer-teste-de-hiv-orienta-departamento-de-dstaidsv/">Pessoas que vivem com tuberculose devem fazer teste de HIV</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>24/03/2010 &#8211; 18h</p>
<p><em><img class="alignleft size-medium wp-image-117" title="tuberculose" src="http://www.aidshiv.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tuberculose-300x226.jpg" alt="tuberculose" width="300" height="226" />De 2002 para 2008, número de testes de HIV realizados no Brasil subiu de 26,7% do total de pacientes com tuberculose para 48%. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são as chances de sobrevida dos atingidos pela co-infecção</em></p>
<p>No Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde alerta para o fato de que a doença é a principal causa de morte entre pacientes com HIV/aids no mundo. Dos casos diagnosticados de tuberculose no Brasil, cerca de 10% são de pessoas também infectadas com o HIV. A taxa de mortalidade na co-infecção de HIV e tuberculose é de 20%.</p>
<p>Para reduzir os danos causados aos pacientes, o governo brasileiro tem como estratégia a rápida identificação dos casos de co-infecção. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores as chances de sobrevida. Em 2004, foram ofertados apenas 140 mil testes de HIV. No ano de 2009, o Ministério da Saúde distribuiu 2,448 milhões de testes rápidos à população.</p>
<p>A conseqüência da política de ampliação ao acesso é que em 2002 apenas 26,7% dos pacientes com tuberculose haviam feito o teste de HIV. Em 2008, este percentual subiu para 48%. Na análise dos dados referentes aos estados, verifica-se em todas as regiões do país o aumento no número de testes realizados.</p>
<p>Fonte:  Agência de Notícias da Aids</p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/pessoas-que-vivem-com-tuberculose-devem-fazer-teste-de-hiv-orienta-departamento-de-dstaidsv/">Pessoas que vivem com tuberculose devem fazer teste de HIV</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/pessoas-que-vivem-com-tuberculose-devem-fazer-teste-de-hiv-orienta-departamento-de-dstaidsv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Remédio para acne pode ser usado contra o HIV, informa Folha de S.Paulo</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/remedio-para-acne-pode-ser-usado-contra-o-hiv-informa-folha-de-s-paulo/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/remedio-para-acne-pode-ser-usado-contra-o-hiv-informa-folha-de-s-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 18:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acne]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[minociclina]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=83</guid>
		<description><![CDATA[19/03/2010 &#8211; 11h05 A minociclina, um antibiótico utilizado no tratamento de acnes, pode impedir que o vírus HIV se reproduza se combinada com a terapia antirretroviral. As informações são da Folha de S.Paulo. Leia a seguir a nota na integra. Remédio para acne pode ser usado para HIV DA REPORTAGEM LOCAL Um antibiótico usado no [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/remedio-para-acne-pode-ser-usado-contra-o-hiv-informa-folha-de-s-paulo/">Remédio para acne pode ser usado contra o HIV, informa Folha de S.Paulo</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>19/03/2010 &#8211; 11h05</p>
<p>A minociclina, um antibiótico utilizado no tratamento de acnes, pode impedir que o vírus HIV se reproduza se combinada com a terapia antirretroviral. As informações são da <em>Folha</em> <em>de S.Paulo</em>. Leia a seguir a nota na integra.</p>
<p><strong>Remédio para acne pode ser usado para HIV</strong></p>
<p><strong></strong>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Um antibiótico usado no tratamento de acne é capaz de atingir as células imunes nas quais o vírus HIV se instala e impede que elas sejam reativadas e se reproduzam quando usado em combinação com coquetel de antirretrovirais, aponta um estudo da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.</p>
<p>A pesquisa, que será publicada em abril no periódico &#8220;Journal of Infectious Diseases&#8221;, afirma que a minociclina pode melhorar o tratamento atualmente usado em pacientes porque atinge aspectos específicos da ativação imune do vírus.</p>
<p>Além disso, o HIV pareceu não desenvolver resistência ao remédio.</p>
<p><strong>Fonte: Folha de S.Paulo</strong></p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/remedio-para-acne-pode-ser-usado-contra-o-hiv-informa-folha-de-s-paulo/">Remédio para acne pode ser usado contra o HIV, informa Folha de S.Paulo</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/remedio-para-acne-pode-ser-usado-contra-o-hiv-informa-folha-de-s-paulo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Soropositivos têm 11 vezes mais chances de desenvolver hanseníase, informa jornal Amazônia</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/soropositivos-tem-11-vezes-mais-chances-de-desenvolver-hanseniase-informa-jornal-amazonia/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/soropositivos-tem-11-vezes-mais-chances-de-desenvolver-hanseniase-informa-jornal-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 18:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[hanseníase]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=87</guid>
		<description><![CDATA[18/03/2010 &#8211; 10h20 Estudo desenvolvido pela Universidade do Estado do Pará indica que pessoas que vivem com HIV têm até 11 vezes mais chances de desenvolver hanseníase. As informações são do jornal Amazônia. Leia a matéria na íntegra a seguir. Soropositivo mais ameaçado Portadores do vírus HIV/Aids têm maior possibilidade de desenvolver a hanseníase Portadores [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/soropositivos-tem-11-vezes-mais-chances-de-desenvolver-hanseniase-informa-jornal-amazonia/">Soropositivos têm 11 vezes mais chances de desenvolver hanseníase, informa jornal Amazônia</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>18/03/2010 &#8211; 10h20</p>
<p>Estudo desenvolvido pela Universidade do Estado do Pará indica que pessoas que vivem com HIV têm até 11 vezes mais chances de desenvolver hanseníase. As informações são do jornal <em>Amazônia</em>. Leia a matéria na íntegra a seguir.</p>
<p><strong>Soropositivo mais ameaçado</strong></p>
<p>Portadores do vírus HIV/Aids têm maior possibilidade de desenvolver a hanseníase</p>
<p>Portadores do vírus ou da síndrome da imunodeficiência adquirida (HIV/Aids)têm até onze vezes mais chance de desenvolver a hanseníase. É o que aponta o estudo realizado pela dermatologista e infectologista Marília Brasil Xavier, reitora da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Os dados levantados pela médica sugerem que o número de casos de hanseníase é maior entre os pacientes soropositivos. Segundo a pesquisa, 6,7 em cada 100 infectados pelo vírus da Aids em populações de alta endemicidade para hanseníase na Amazônia, apresentaram a coinfecção. Esta taxa de prevalência é considerada alta e deve ser vista com atenção pelas autoridades da saúde pública no Estado.</p>
<p>O estudo clínico epidemiológico foi realizado no período de 2007 a 2008, em Belém &#8211; que possui o maior número de casos de hanseníase do Estado -, Santarém e Parauapebas. Eles constataram que a incidência da hanseníase é maior em pacientes com o vírus. &#8220;A cada 100 pessoas com HIV/Aids, estima-se que 6,7 podem ter hanseníase na região. Ainda não existem muitos estudos epidemiológicos para que se faça um comparativo com o restante do país, mas sabe-se que a taxa de detecção no Pará ainda é alta&#8221;, afirmou. Segundo ela, dados do Ministério da Saúde informam que, em 2006, a cada 10 mil pessoas, 11 desenvolveram a hanseníase no Pará &#8211; independente do vírus HIV.</p>
<p>De acordo com Marília Xavier, o fator de risco é o mesmo para portadores e não portadores do vírus. &#8220;Todos têm que estar atentos se tiverem casos de hanseníase na família ou no domicílio&#8221;, informou.</p>
<p>A médica explicou que os pacientes apresentam a doença principalmente quando já desenvolveram os sintomas da Aids, após o início do tratamento contra o vírus HIV. &#8220;Antes do tratamento, ele se encontra tão debilitado que não apresenta a resposta inflamatória ou clínica para o agente da hanseníase. A partir do momento que ele melhora a imunidade, melhora a capacidade de apresentar a resposta inflamatória e manifesta o caso clínico da doença&#8221;, observou.</p>
<p>A boa notícia é que, na maioria dos casos, os pacientes com Aids apresentam respostas positivas ao tratamento tradicional da hanseníase.</p>
<p><strong>Fonte: Amazônia</strong></p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/soropositivos-tem-11-vezes-mais-chances-de-desenvolver-hanseniase-informa-jornal-amazonia/">Soropositivos têm 11 vezes mais chances de desenvolver hanseníase, informa jornal Amazônia</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/soropositivos-tem-11-vezes-mais-chances-de-desenvolver-hanseniase-informa-jornal-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Proteína da banana pode prevenir transmissão sexual da Aids, diz estudo</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/proteina-da-banana-pode-prevenir-transmissao-sexual-da-aids-diz-estudo/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/proteina-da-banana-pode-prevenir-transmissao-sexual-da-aids-diz-estudo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 18:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=70</guid>
		<description><![CDATA[15 de março de 2010 &#124; 12h 36 Pesquisadores concluíram que lectina das bananas é tão eficaz contra o vírus quanto drogas Um estudo americano publicado nesta segunda-feira, 15, revela que uma classe de proteína presente nas bananas pode prevenir a transmissão sexual do vírus da Aids. Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/proteina-da-banana-pode-prevenir-transmissao-sexual-da-aids-diz-estudo/">Proteína da banana pode prevenir transmissão sexual da Aids, diz estudo</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>15 de março de 2010 | 12h 36</div>
<h3>Pesquisadores concluíram que lectina das bananas é tão eficaz contra o vírus quanto drogas</h3>
<p>Um estudo americano publicado nesta segunda-feira, 15, revela que uma classe de proteína presente nas bananas pode prevenir a transmissão sexual do vírus da Aids.</p>
<p>Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a lectina BanLec é um inibidor natural do HIV &#8220;tão potente quanto duas das principais drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença&#8221;.</p>
<p>A pesquisa publicada na mais recente edição da revista especializada <em>Journal of Biological Chemistry</em> explica que o BanLec bloqueia a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas.</p>
<p>As lectinas como a BanLec têm despertado interesse cada vez maior dos pesquisadores justamente por serem uma classe de proteína que se liga a carboidratos e é capaz de identificar invasores. Assim, quando um vírus aparece, ela pode ligar-se a ele impedindo a propagação de infecções.</p>
<p>No caso do HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus e bloquear sua propagação no corpo humano. A pesquisa defende ainda que, por sua forma de ação, a BanLec pode oferecer uma &#8220;proteção mais ampla&#8221;.</p>
<p>&#8220;O problema com algumas das drogas anti-HIV é que o vírus pode sofrer mutações e tornar-se resistente, mas isso é muito mais difícil na presença das lectinas. Elas podem se ligar aos carboidratos presentes em diversas partes da cobertura do HIV, e isso presumivelmente exigirá múltiplas mutações para que o vírus consiga livrar-se delas&#8221;, explicou Michael Swanson, um dos autores do trabalho.</p>
<p><strong>Mais barato</strong></p>
<p>Essa não seria a única vantagem da BanLec, que seria também mais barata do que os atuais coquetéis anti-Aids.</p>
<p>Os cientistas de Michigan defendem em seu relatório que a descoberta de novas formas de prevenção e controle da Aids são essenciais, justamente porque a cada duas pessoas que adquirem acesso ao tratamento com o coquetel de drogas, cinco contraem o vírus.</p>
<p>&#8220;O HIV ainda é rampante nos Estados Unidos e a explosão em países pobres continua a ser um problema sério por causa do tremendo sofrimento humano e do custo para tratar os pacientes&#8221;, disse outro autor da pesquisa, David Marvovitz.</p>
<p>Nesse contexto, o uso de um microbicida à base de BanLec, em forma de gel ou creme a ser espalhado nos órgãos sexuais masculino e feminino, pode ser um grande ganho no combate à disseminação da Aids.</p>
<p>Mas o grupo de Michigan enfatiza que ainda levará anos até que o uso clínico do BanLec seja possível.</p>
<p>Fonte: Estadão</p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/proteina-da-banana-pode-prevenir-transmissao-sexual-da-aids-diz-estudo/">Proteína da banana pode prevenir transmissão sexual da Aids, diz estudo</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/proteina-da-banana-pode-prevenir-transmissao-sexual-da-aids-diz-estudo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Distribuição regularizada do abacavir deve ocorrer no fim de março, diz Departamento de DST/Aids</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/distribuicao-regularizada-do-abacavir-deve-ocorrer-no-fim-de-marco-diz-departamento-de-dstaids/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/distribuicao-regularizada-do-abacavir-deve-ocorrer-no-fim-de-marco-diz-departamento-de-dstaids/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 18:40:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abacavir]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento da AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=93</guid>
		<description><![CDATA[12/03/2010 &#8211; 19h O medicamento abacavir em comprimido (300mg) deve ter sua situação de distribuição normalizada no País até o fim deste mês. A informação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Na tarde desta sexta (12), durante reunião ordinária do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, a equipe do Programa [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/distribuicao-regularizada-do-abacavir-deve-ocorrer-no-fim-de-marco-diz-departamento-de-dstaids/">Distribuição regularizada do abacavir deve ocorrer no fim de março, diz Departamento de DST/Aids</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>12/03/2010 &#8211; 19h</p>
<p>O medicamento abacavir em comprimido (300mg) deve ter sua situação de distribuição normalizada no País até o fim deste mês. A informação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Na tarde desta sexta (12), durante reunião ordinária do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, a equipe do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo informou ter recebido nota técnica adiando o procedimento para a primeira quinzena de abril. A falta do remédio ocorre desde o fim do ano passado.</p>
<p>Outro fato apontado pelo Programa Estadual é que a solução oral do mesmo medicamento (200mg para crianças) é distribuida em quantidade reduzida pelo Ministério da Saúde. O Departamento confirmou o fato. Segundo o órgão, isso ocorre porque adultos estão utilizando o remédio, quando a orientação é de substituição por outro equivalente, de acordo com norma técnica (<a href="http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=13648" target="_blank">leia aqui</a>).</p>
<p>A falta acontece por dificuldades de negociação e compra do antirretroviral.</p>
<p><strong>Fonte: Agência de Notícias da Aids</strong></p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/distribuicao-regularizada-do-abacavir-deve-ocorrer-no-fim-de-marco-diz-departamento-de-dstaids/">Distribuição regularizada do abacavir deve ocorrer no fim de março, diz Departamento de DST/Aids</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/distribuicao-regularizada-do-abacavir-deve-ocorrer-no-fim-de-marco-diz-departamento-de-dstaids/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tuberculose mata 3 em cada 10 doentes com HIV no país</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/tuberculose-mata-3-em-cada-10-doentes-com-hiv-no-pais/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/tuberculose-mata-3-em-cada-10-doentes-com-hiv-no-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=108</guid>
		<description><![CDATA[08/03/2010 &#8211; 10h studo feito no Brasil e nos EUA concluiu que a mortalidade precoce em pacientes com o vírus é diferente nos dois países No país, a tuberculose foi responsável por 32,4% das mortes no Rio; nos EUA não houve nenhuma morte pela doença no período de um ano A tuberculose é a doença [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/tuberculose-mata-3-em-cada-10-doentes-com-hiv-no-pais/">Tuberculose mata 3 em cada 10 doentes com HIV no país</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>08/03/2010 &#8211; 10h</p>
<p>studo feito no Brasil e nos EUA concluiu que a mortalidade precoce em pacientes com o vírus é diferente nos dois países</p>
<p>No país, a tuberculose foi responsável por 32,4% das mortes no Rio; nos EUA não houve nenhuma morte pela doença no período de um ano</p>
<p>A tuberculose é a doença que mais mata pacientes com Aids no país, sugere estudo realizado por equipes do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Fiocruz) e do Departamento de Medicina da Universidade Johns Hopkins (EUA).</p>
<p>De acordo com a pesquisa, realizada durante um ano com 1.774 pacientes (859 do Rio e 915 de Baltimore), a tuberculose foi responsável por 32, 4% das mortes no Rio Janeiro, seguida da criptococose (11,8%) e do sarcoma de Kaposi (11,8%). Os resultados foram publicados na revista científica &#8220;Aids&#8221;.</p>
<p>Em Baltimore não houve nenhuma morte relacionada à tuberculose: 17,8% dos óbitos foram por problemas cardiovasculares e 8,9%, devido ao uso abusivo de drogas.</p>
<p>Trata-se do primeiro estudo que comparou as causas de morte pela doença usando metodologia idêntica. Ao longo do período, 79 pacientes faleceram, 34 no Rio e 45 nos EUA.</p>
<p>Segundo a infectologista Beatriz Grinsztejn, autora da pesquisa, o objetivo do estudo era avaliar a mortalidade um ano após o início do tratamento. &#8220;Queríamos entender quais são as razões que estão levando os nossos pacientes à morte. Conseguimos descobrir as causas e identificar os momentos de maior risco&#8221;, afirmou. No Brasil, o maior risco de mortalidade está nos 90 primeiros dias de tratamento, enquanto nos EUA o risco é igual no ano todo.</p>
<p>Para Grinsztejn, o risco de mortalidade é maior no Brasil porque os pacientes ainda são diagnosticados tardiamente. &#8220;Quando eles chegam ao sistema de saúde, já estão com a doença instalada e avançada&#8221;.</p>
<p>Segundo Ronaldo Hallal, assessor técnico da Unidade de Assistência e Tratamento do Programa Nacional DST/aids do Ministério da Saúde, a tuberculose é, de fato, a doença infecciosa que mais mata os pacientes soropositivos no país.</p>
<p>Ele diz que o ministério tem ações específicas para tentar identificar a doença mais precocemente: intensificar o diagnóstico de HIV em pacientes com tuberculose, reforçar a busca de casos em pacientes com HIV e testar pessoas que tiveram contato com o bacilo da tuberculose no passado para iniciar tratamento profilático.</p>
<p>&#8220;São estratégias que têm como objetivo ampliar o tratamento e reduzir a mortalidade, já que a tuberculose está emergindo no mundo todo, especialmente nos países em desenvolvimento&#8221;, afirmou Hallal.</p>
<p>O pneumologista Virgílio Tonietto, professor da PUC-RS, diz que o Brasil registra cerca de 100 mil novos casos da doença por ano. &#8220;A tuberculose ainda é muito presente. O paciente soropositivo precisa de cuidados redobrados&#8221;, diz.</p>
<p><strong>Fonte: Folha de S.Paulo</strong></p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/tuberculose-mata-3-em-cada-10-doentes-com-hiv-no-pais/">Tuberculose mata 3 em cada 10 doentes com HIV no país</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/tuberculose-mata-3-em-cada-10-doentes-com-hiv-no-pais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jovens infectados pelo HIV revelam dificuldades com a sexualidade</title>
		<link>http://www.aidshiv.com.br/jovens-infectados-pelo-hiv-revelam-dificuldades-com-a-sexualidade/</link>
		<comments>http://www.aidshiv.com.br/jovens-infectados-pelo-hiv-revelam-dificuldades-com-a-sexualidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.aidshiv.com.br/?p=102</guid>
		<description><![CDATA[08/03/2010 &#8211; 14h55 No início da epidemia de Aids no Brasil, em meados da década de 1980, crianças que nasciam soropositivas para o HIV tinham uma expectativa de vida que não ultrapassava a infância. Apenas após o estabelecimento no país do acesso universal e gratuito aos medicamentos antirretrovirais, nos anos 1990, essas crianças passaram a [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/jovens-infectados-pelo-hiv-revelam-dificuldades-com-a-sexualidade/">Jovens infectados pelo HIV revelam dificuldades com a sexualidade</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>08/03/2010 &#8211; 14h55</p>
<p>No início da epidemia de Aids no Brasil, em meados da década de 1980, crianças que nasciam soropositivas para o HIV tinham uma expectativa de vida que não ultrapassava a infância. Apenas após o estabelecimento no país do acesso universal e gratuito aos medicamentos antirretrovirais, nos anos 1990, essas crianças passaram a ter maior chance de sobrevivência e começaram efetivamente a alcançar a adolescência e juventude, demandando, portanto, cuidados específicos. Ciente da necessidade de ações que preparem esses jovens para a maturidade, o pesquisador Luiz Montenegro, em dissertação de mestrado defendida na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), analisou aspectos da adesão à terapia antirretroviral de alta potência (Haart, na sigla em inglês), também chamada coquetel anti-Aids, e do comportamento sexual de adolescentes que nasceram infectados pelo HIV devido à transmissão vertical (de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação).</p>
<p>Para o estudo, foram realizadas entrevistas com 18 adolescentes soropositivos, entre 15 e 20 anos, e duas infectologistas responsáveis pelo atendimento a esses pacientes. Segundo o pesquisador, no Brasil, entre os menores de 13 anos portadores do HIV, 84,5% se infectaram pela via vertical de transmissão. Calcula-se em 11,6 mil o número de casos acumulados nessa faixa etária no período de 1995 a 2008.</p>
<p>“Os profissionais de saúde que trabalham com esses jovens devem estar preparados para lidar com assuntos relacionados não só ao tratamento médico, mas também às angústias, aspirações e incertezas características dessa fase da vida”, diz Montenegro, que foi orientado por Mônica Malta, da Ensp.</p>
<p>Adolescentes vivendo com Aids se deparam com limitações que podem impedi-los de experimentar esse período da vida como seus colegas, visto que ter HIV significa também estar sob cuidados permanentes, típicos de uma doença crônica. Os cuidados envolvem várias doses de medicamentos diariamente, consultas médicas e exames rotineiros e até a possibilidade de hospitalização. Um grande desafio, portanto, é estimular esses adolescentes a aderirem ao tratamento antirretroviral e não o abandonarem ao longo do tempo.</p>
<p>“A aderência à Haart é um aspecto fundamental para alcançar boa resposta terapêutica e contribui de forma decisiva para a melhora da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV ou Aids”, afirma o pesquisador. As entrevistas feitas por Montenegro revelaram os principais aspectos que diminuem a adesão ao tratamento: o grande número de comprimidos e doses administrados diariamente; a interferência no estilo de vida e nos hábitos alimentares, devido à necessidade de tomar medicamentos em jejum ou nas refeições; os efeitos colaterais, como enjôos e náuseas; e uma comunicação deficiente entre médico e paciente.</p>
<p>&#8220;Os pacientes relataram dificuldades para administrar a grande quantidade de comprimidos nos horários prescritos sem serem vistos por parentes e amigos”, acrescenta Montenegro. “Essa interferência do regime terapêutico nas atividades cotidianas dos pacientes tende a gerar em alguns adolescentes uma sensação de aprisionamento e limitação”. Parte dos jovens fazia enorme esforço para manter sua condição de soropositivo em anonimato. Para isso, muitas vezes, decidiam por conta própria adiantar ou atrasar os horários dos medicamentos: assim, pessoas do seu convívio social não ficavam sabendo que eles eram portadores do HIV.</p>
<p>“O medo de ser estigmatizado e identificado como uma pessoa com HIV é bastante forte nos relatos dos participantes”, conta o pesquisador. “Eles demonstraram sentimentos de medo, rejeição e vergonha de viver com HIV. Esse componente psicológico, muitas vezes, leva à negação da infecção e ao consequente abandono do tratamento”. Por medo de sofrerem preconceito, quase todos os adolescentes entrevistados optaram por não revelar seu diagnóstico para colegas de escola, diretores e professores. “A busca por aceitação social parece exigir desses jovens um esforço adicional para omitirem seu diagnóstico e serem vistos como exatamente iguais aos outros”, destaca Montenegro. Em geral, eles só contam que são portadores do HIV aos parentes mais próximos.</p>
<p>Em sua dissertação de mestrado, Montenegro também avaliou como os adolescentes descobriram ser portadores do HIV e qual foi o impacto dessa descoberta. “Eles tiveram uma infância marcada por uso diário de medicamentos, realização rotineira de exames, consultas ambulatoriais frequentes e episódios de internação hospitalar”, descreve o pesquisador. “A consequência imediata dessas experiências foi a sensação de ser diferente das outras crianças, além das constantes dúvidas sobre seu estado de saúde. A maioria dos participantes teve certeza de seu diagnóstico até os dez anos de idade”.</p>
<p>Alguns descobriram sozinhos; outros souberam de maneira gradual por responsáveis ou familiares. Somente um dos 18 adolescentes entrevistados tomou conhecimento de sua condição por meio do profissional de saúde. “Para os adolescentes consultados, a confirmação do diagnóstico soou como uma nova identidade, momento no qual afloraram sentimentos múltiplos, em particular raiva, ansiedade e revolta”, afirma Montenegro.</p>
<p><strong>O tabu da sexualidade</strong></p>
<p>A iniciação da vida sexual é outro momento difícil para os adolescentes com HIV. Eles relataram incerteza quanto ao momento certo de contar sobre sua infecção ao parceiro; medo de rejeição; receio de contaminar o outro; e dificuldades ligadas à negociação do uso de preservativo. “O direito do adolescente de manter seu diagnóstico em segredo entra em conflito com suas preocupações em relação aos parceiros sexuais”, comenta Montenegro.</p>
<p>Dos 18 adolescentes entrevistados, 8 se autodeclararam sexualmente ativos. Desses, a maioria afirmou usar frequentemente o preservativo, mas sem informar o parceiro sobre sua condição de portador do HIV. Segundo Montenegro, existe uma clara lacuna de conhecimento acerca de sexo seguro e sexualidade de forma mais ampla. O pesquisador também verificou que, embora fizessem tratamento há vários anos, muitos participantes tinham pouco conhecimento sobre o HIV e a Aids, o que sugere uma falha de comunicação entre os profissionais de saúde e os pacientes. “Foi perguntado aos adolescentes se eles desejavam saber mais sobre o vírus e a doença, mas quase a totalidade respondeu não ter interesse”, lamenta Montenegro.</p>
<p>“Além disso, esses jovens apresentavam planos para o futuro bastante limitados”.</p>
<p>Nas entrevistas com as infectologistas, o pesquisador constatou que as médicas estavam atentas a elementos da personalidade dos adolescentes que pudessem influenciar na aderência ao tratamento. No entanto, em relação a questões de sexo e doenças sexualmente transmissíveis, muitas vezes, o diálogo ficava prejudicado pela vergonha dos adolescentes em conversar sobre o assunto e pelo medo das médicas de estimular um início precoce da vida sexual.</p>
<p>“As dificuldades dos profissionais de saúde para chamarem os adolescentes soropositivos para uma conversa franca acerca da sexualidade e da saúde reprodutiva são motivo de preocupação”, diz o pesquisador. “Serviços de saúde mais preparados podem facilitar a promoção de autonomia no âmbito da sexualidade e, consequentemente, permitir que esses jovens façam escolhas informadas e tenham seus direitos reprodutivos assegurados”.</p>
<p><strong>Fonte: Agência de Notícias Fiocruz</strong></p>
<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/jovens-infectados-pelo-hiv-revelam-dificuldades-com-a-sexualidade/">Jovens infectados pelo HIV revelam dificuldades com a sexualidade</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aidshiv.com.br/jovens-infectados-pelo-hiv-revelam-dificuldades-com-a-sexualidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

