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	<title>AIDS &#124; HIV – Saiba tudo sobre os sintomas &#187; estatística</title>
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	<description>Conheça os sintomas do HIV e entenda como acontece a transmissão da AIDS. Aprenda o que é a AIDS e como se prevenir.  Tire suas principais dúvidas sobre a doença.</description>
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		<title>Paranaguá lidera casos de aids</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 22:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><tt> 18/04/2010 |</tt></p>
<p>A cidade de Paranaguá, no litoral do estado, lidera um ranking triste: tem a maior incidência de aids do Paraná. A cada 100 mil ha­­bitantes, 30 têm a doença, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde. Embora já tenha registrado números maiores – em 2006, o índice era de 73,6 casos a cada 100 mil habitantes –, a situação ainda é preocupante, visto que o município, de 140 mil habitantes, registra uma incidência quase seis vezes maior do que a média nacional, que é de 5,61 casos. Somente no ano passado, o Ambulatório de DST/aids do município notificou 150 novos casos. Desde 1984, quan­­do surgiu o primeiro caso da doença no Paraná, Paranaguá já registrou 1.147 casos.</p>
<p>A condição de cidade portuária é uma variável importante para a elaboração de estratégias de prevenção da doença em Pa­­ranaguá. “O fato de o município ter uma área de porto certamente contribui para esses nú­­meros. A cidade faz divisa com o mundo todo, e para cá vêm pessoas as mais variadas, algumas conscientes da importância da prevenção, e outras não”, opina a diretora do Departa­mento de Vigilância Epide­mio­lógica do município, Isa­bele An­toniacomi.</p>
<p>A professora do curso de Medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Fa­­biana Schuelter Trevisol, autora de uma tese de mestrado sobre a infecção por HIV de prostitutas na cidade portuária de Imbituba (SC), explica que as cidades com porto, por registrarem alta transição de marinheiros, costumam atrair mais profissionais do sexo. “A oferta é maior porque há quem consuma esse serviço e, embora as prostitutas estejam mais conscientes, ainda há muitas que não se previnem. Além disso, nesses locais, há maior comercialização de drogas ilegais, o que aumenta o consumo de drogas injetáveis, outro comportamento de risco que facilita o contágio.”</p>
<p>O diretor da ONG Hipupiara, de São Vicente, no litoral paulista, que representa os direitos de portadores que vivem na Bai­xada Santista e arredores, Beto Volpe, concorda. “A figura do marinheiro como aquele ho­­mem que tem um amor em cada porto já é emblemática. Ele passa dias embarcado, e quando volta para terra, ele quer diversão, na maioria das vezes, por meio do sexo, e nem sempre de modo seguro. Isso vale também para o embarcado que consome drogas”, comenta.</p>
<p>A relação entre os números altos de casos e os portos pode ser comprovada pelo último Bo­­letim Epidemiológico de aids, divulgado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2009: entre os 100 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes que apresentam maior incidência da doença, 17 são portuários. A campeã nesse ranking é Porto Alegre, com 111,5 casos pa­­ra cada 100 mil pessoas. Parana­guá ocupa a 97.ª posição.</p>
<p><strong>Negligência</strong></p>
<p>Para a coordenadora do Am­­bulatório de DST/aids do município, Carla Neri, outra explicação para o alto número de casos é a recusa da população em fazer testes. “Muitos acreditam que isso nunca vai acontecer com eles, se recusam a fazer o teste e, assim, não sabem se têm a doença, fazem sexo sem camisinha e acabam contaminando outras pessoas”, argumenta.</p>
<p>A coordenadora afirma que muitas mulheres casadas, hoje o grupo mais vulnerável, só descobrem a doença quando estão grávidas, pois a realização do teste é obrigatória em casos de gravidez. “Ainda há muito preconceito, embora haja bastante informação. Enquanto isso persistir, junto com a ideia de que isso só ocorre com o vizinho, va­­mos continuar a ver os índices crescerem.”</p>
<p><strong>Apoio da família a portador é tão importante quanto médico</strong></p>
<p>Tão importante quanto prestar assistência médica a quem tem a doença é propiciar um ambiente acolhedor para doen­­tes e familiares. Essa é a filosofia de grupos como a Pas­­toral da Aids de Paranaguá, há cinco anos em atividade e que hoje atende mais de cem pessoas, entre portadores e parentes. “Quando a pessoa descobre que está com o vírus, ela precisa muito da família. Por isso, convidamos todos a vir até aqui e falamos da importância desse apoio”, conta a coordenadora Sueli Ferreira.</p>
<p>A discriminação é o maior desafio. “O preconceito dificulta a prevenção, pois a pessoa acha que isso nunca vai acontecer com ela e acaba passando o vírus para frente”, co­­menta a ativista Isabel de Frei­­tas. Ex-garota de programa, ela relata um episódio que ilustra bem essa situação. “Meus vizinhos sabiam que eu tinha o ví­­rus e me isolavam. Um dia um cachorro me mordeu e eles queriam matá-lo com medo de que ele contaminasse outras pessoas pela mordida. O pessoal da saúde precisou fazer uma palestra no bairro para acalmá-los.”</p>
<p>O grupo também luta pela construção de uma casa de apoio ao portador. Hoje não há um local onde os pacientes de outras cidades possam fazer as refeições ou descansar durante a estada em Paranaguá. “Mui­tos vêm cedinho de cidades vi­­zinhas e têm de esperar a consulta na rua, sem nada no estômago”, lamenta a voluntária Elai­­ne Gonçalves.</p>
<p><strong>Vírus mutante</strong></p>
<p>Numa região portuária, onde há circulação de pessoas do mundo todo, abrir mão de um comportamento seguro pode ser ainda mais arriscado. Isso porque a mistura de um vírus típico da população local com o de pessoas de outros países pode gerar mutações que tornem ainda mais difícil a criação de uma vacina anti-HIV específica para aquele país. “O que se notou ao realizar a genotipagem do vírus é que o nosso país, no início da epidemia, possuía um vírus do tipo B, mas que, ao longo dos anos, começou a aparecer por aqui o tipo C”, afirma a pesquisadora Fabiana Trevisol. “A circulação de pessoas propiciada pelos portos foi decisiva para a mutação.”</p>
<p>Por isso, a articulação das autoridades portuárias é fundamental para erradicar esse problema, garante Fabiana. Al­­gumas das medidas de prevenção sugeridas por ela às em­­pre­sas e governos são a realização de palestras e distribuição de pan­­fletos em inglês aos ma­­ri­nheiros sobre a importância da camisinha e seringas pessoais.</p>
<p><strong>Prostituição a R$ 1,99</strong></p>
<p>Apontadas como as principais disseminadoras do vírus entre a população, as garotas de programa de áreas ao redor do porto negam a responsabilidade. “A maioria se recusa a fazer sexo sem camisinha”, garante a gerente de uma boate, Kalin­ka Francisca. Segundo ela, as ‘meninas de R$ 1,99’ são as prin­­cipais disseminadoras. “Essas não são profissionais, e se vendem por qualquer tostão para comprar droga, sem se preo­­cupar com aids”, opina. E emen­­da: “Nunca enterrei ne­­nhuma menina minha vítima de aids”. (VP)</p>
<p>Fonte: Gazeta do Povo</p>
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		<title>Aids eleva mortalidade materna, destaca Folha de S.Paulo</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 22:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aids Hiv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[estatística]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade materna]]></category>

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		<description><![CDATA[15/04/2010 &#8211; 10h10 Em 18 anos, índice diminuiu 35%; queda nas taxas de fertilidade e aumento da qualidade de vida são principais causas No Brasil, mortes durante gestação, parto ou pós-parto caíram 63%; país registra 55 óbitos de mães a cada 100 mil nascimentos A mortalidade materna caiu cerca de 35% no mundo, entre os [...]<p><a href="http://www.aidshiv.com.br/aids-eleva-mortalidade-materna-destaca-folha-de-s-paulo/">Aids eleva mortalidade materna, destaca Folha de S.Paulo</a> is a post from: <a href="http://www.aidshiv.com.br">AIDS | HIV – Saiba tudo sobre os sintomas</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>15/04/2010 &#8211; 10h10</p>
<p>Em 18 anos, índice diminuiu 35%; queda nas taxas de fertilidade e aumento da qualidade de vida são principais causas</p>
<p>No Brasil, mortes durante gestação, parto ou pós-parto caíram 63%; país registra 55 óbitos de mães a cada 100 mil nascimentos</p>
<p>A mortalidade materna caiu cerca de 35% no mundo, entre os anos de 1980 e 2008. O número total de mortes por ano passou de 526 mil para 343 mil no período, mostra um estudo feito em 181 países, liderado por pesquisadores da Universidade Washington, nos Estados Unidos, que acaba de ser publicado no &#8220;Lancet&#8221;. No Brasil, houve queda de 63% na taxa de mortes por 100 mil nascimentos, que passaram de 149 para 55.</p>
<p>A mortalidade materna se refere às mortes de mulheres durante a gestação, no parto ou no puerpério -período de 42 dias após dar à luz. Elas podem ser diretas -quando são causadas por doenças que só ocorrem nesse período, como eclâmpsia- ou indiretas, quando são provocadas por males preexistentes ou que se desenvolvem durante a gestação e são agravados por ela, como problemas circulatórios ou respiratórios.</p>
<p>Os motivos para o resultado, segundo os autores, são a queda na taxa de fertilidade no mundo todo e a melhoria nas condições de vida em geral. Essas melhorias envolvem desde ganhos no estado nutricional das mães até facilidades no acesso à saúde. Isso foi verificado na Ásia e na América Latina, em especial. Também houve aumento dos níveis de escolaridade e maior assistência ao parto.</p>
<p>No Brasil, esses fatores responderam por uma queda nas mortes maternas de 3,9% ao ano, número superior ao verificado no México, que teve uma queda anual de 1,9%.</p>
<p>&#8220;O Brasil vem fazendo esforços sérios para diminuir os índices de mortalidade materna, com melhorias na educação e nas condições socioeconômicas. Nesse período, diminuiu o nível de pobreza e aumentou o de educação, bem como o acesso aos contraceptivos&#8221;, observa o ginecologista e obstetra Aníbal Faundes, professor da Universidade Estadual de Campinas e consultor da Organização Mundial da Saúde.</p>
<p>Faundes também destaca que, em termos de saúde, o atendimento pré-natal evoluiu, o que resulta na queda de mortes por eclâmpsia, por exemplo. &#8220;Isso está diretamente relacionado ao pré-natal, fundamental para a prevenção e diagnóstico precoce.&#8221;</p>
<p>&#8220;Medidas simples, como fazer no mínimo seis consultas no pré-natal e um bom atendimento de partos hospitalares podem resultar em grandes avanços&#8221;,diz Nilson Mello, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.</p>
<p>Masas hemorragias e infecções continuam sendo importantes causas de morte no Brasil, ao lado das complicações em decorrência de abortos. &#8220;A elevada taxa de cesáreas leva a um risco maior de hemorragias&#8221;, diz Faundes.</p>
<p>A epidemia de aids, principalmente nos países africanos, também teve impacto negativo nos números. Segundo o estudo, se ela estivesse mais bem controlada, o progresso na prevenção da mortalidade materna seria muito maior.</p>
<p>Os dados do estudo foram corrigidos estatisticamente levando em conta a subnotificação de mortes maternas, comum no mundo inteiro. Muitos registros de mortes deixam de incluir que a mulher estava grávida ou que havia dado à luz recentemente. &#8220;As complicações dos abortos também são dissimuladas&#8221;, diz Faundes.</p>
<p>No Brasil, uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo constatou alto índice de erros no preenchimento da declarações de óbito e propôs um fator de correção, que já foi adotado pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>Redução é uma das metas do milênio</p>
<p>A diminuição em 75% das mortes maternas até 2015 é uma das oito metas da Declaração do Milênio das Nações Unidas. O documento, assinado em 2000 pelos países-membros, estabelece objetivos para melhorar indicativos de saúde e o desenvolvimento sustentável.</p>
<p><strong>Fonte: Folha de S.Paulo</strong></p>
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