‘Reprodução assistida vai realizar meu sonho de ser pai novamente’, diz micro empresário vivendo com HIV

Rogério*, 50 anos, é dono de restaurante e divorciado há 20. Tem três filhos do primeiro casamento e namora agora uma jovem de 28 anos. Ambos pretendem se casar, mas antes disso, querem um filho. “É uma forma de completar a família, além do que toda mulher sonha em gerar uma criança e amamentá-la”, comenta o micro empresário.

Rogério é portador do vírus da aids. Por isso, o casal procurou por serviços particulares de inseminação artificial, usando a lavagem de esperma como forma de garantir segurança e não transmitir o HIV para a mulher. Mas, segundo ele, a cobrança foi cara: de R$ 10 mil a R$ 20 mil, dependendo do lugar.

Então, recentemente se tornaram pacientes do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo. O local, em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC, oferece um serviço de reprodução assistida para casais sorodiscordantes (quando apenas um deles é portador do HIV) de forma gratuita. O tempo do tratamento varia de acordo com cada caso, mas sempre o procedimento deve ser realizado quando a quantidade de cópias do vírus no sangue do paciente estiver baixa ou indetectável.

O comerciante acredita que não há nenhum problema em ter mais filhos. “A vida continua sempre. Filhos são uma renovação e serão parte da minha segunda família”, explica. Rogério tem HIV há cerca de 17 anos, mas tanto as famílias dele quanto a da atual mulher não sabem. “Ela quer um filho e não posso negar, a forma que encontramos foi a reprodução assistida.”

Questionado se já pensou em adoção, Rogério diz que talvez essa seja uma opção para o futuro. “Queremos formar um casal de filhos, então, devemos adotar depois de ter esse filho gerado na barriga da minha esposa”, defende.

Responsabilidade

O ativista José Araújo Lima Filho, da ONG Espaço de Prevenção e Assistência Humanizada, há muitos anos trabalha com crianças e adolescentes portadores do HIV ou vivendo em situação de risco na cidade de São Paulo.

Para ele, todos os portadores do HIV devem ter os direitos de reprodução garantidos, incluindo a inseminação. Mas, lembra que ter filhos exige responsabilidades e o que realmente conta é a educação, não a relação biológica com os pais. “Sinceramente, acho que as pessoas poderiam adotar mais crianças, ainda mais em um país como o Brasil. Além de se tornarem um pai ou mãe, ainda ajudam alguém que em tese estaria predestinado ao abandono”, concluiu.

Fonte: Agência Aids de Notícias

Data de criação: 11/08/2010
Última atualização: 11/08/2010

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4 Comentários Publicados

  1. claudio disse:

    sou paciente do cta de cubatão e gostaria de informações sobre como participar do programa de reprodução assistida.

  2. Eliane disse:

    Oi sou Eliane tenho 34 anos morro em mato grosso tenho dois filhos do primeiro casamento,fiz uma laquiaduraa 15 anos sou soro positivo,estou casada a 6 anos ele 31 anos tambem soro positivo ele nao tem filhos, seu maior sonho e ser pai onde consigo uma vertilizacao in vitro,por favor me ajude.

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