Remédio para paciente com aids está em falta

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07 de abril de 2010 | 0h 00

Documentação falha causa escassez do abacavir há 4 meses;[br]prazo para a resolução do problema foi adiado

O abacavir, medicamento usado por cerca de 3,7 mil pacientes com aids, está em falta no Brasil. O problema teve início em dezembro, quando o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais informou ter havido dificuldade na aquisição do remédio. Naquela época, o programa aconselhou que médicos substituíssem temporariamente a indicação do remédio até que a situação se normalizasse – o que estava previsto para fevereiro.

“Nem todos os médicos e pacientes aceitaram fazer a substituição, por considerá-la inadequada. O problema também não foi resolvido no prazo previsto e agora a situação é esta: em todo o País encontramos casos de pacientes sem remédio”, afirmou o presidente do Forum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro.

O fórum recomendou aos pacientes que procurassem a Justiça. Anteontem, a organização divulgou comunicado com críticas à condução do problema. “É inadmissível que um programa até então exemplar no tratamento da aids, que investe cada vez mais recursos na produção nacional, a exemplo do que é destinado a Farmanguinhos para a fabricação de antirretrovirais, nos faça viver com o fantasma do racionamento e do desabastecimento”, diz a nota.

A diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão, admitiu que a falta do medicamento s é lamentável. Ela informou que o desabastecimento é fruto de um problema na apresentação de documentos pela empresa fornecedora do genérico, a indiana Aurobindo. A empresa já havia fornecido o medicamento, mas, dessa vez, documentos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária não foram apresentados no tempo correto. A expectativa, disse a diretora, é de que o remédio chegue ao País até dia 20 de abril.

“O acesso universal à terapia antirretroviral é a espinha dorsal do programa de aids. Entendemos o acesso como um direito humano e cabe ao governo fornecer os medicamentos na sua plenitude”, afirmou. Mas ela acrescentou que a compra de medicamentos às vezes apresenta variáveis que nem sempre é possível se controlar. “Não quero com isso reduzir o problema. Mas posso garantir que a logística é bastante detalhada e que fazemos todos os esforços necessários para evitar desabastecimento.”

Mudança arriscada
Nair Brito, uma das pacientes que sofrem com a falta do abacavir, não quer mudar o tratamento porque ele está funcionando. Nair teme que a troca desperdice a última alternativa de terapia.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Data de criação: 08/04/2010
Última atualização: 23/04/2010

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9 Comentários Publicados

  1. wellington a santos disse:

    boa tarde! descobri que tenho aids no mes de abril,de 2010.estou esperançoso com os novos medicamentos,mas com receio que falte remedio para a quantidade de pacientes.obs eu ainda vou começar o meu tratamento em 01/07/2010. obs: eu sempre gostei de tomar cerveja e fumar cigarro nos fins de semana,como conciliar tratamento e remedios? obrigado!

    • Aids Hiv disse:

      Welligton, como vc vai iniciar a medicação é importante que vc consulte o médico que vai te acompanhar para saber sobre o fumo e cigarro. é senso comum que nem o cigarro nem a bebida trazem benefícios para a saúde. priorize a sua saúde que tudo vai ocorrer muito bem. boa sorte.

  2. edson silva disse:

    Descobri em setembro q/ estou com aids, ate agora não acredito estou naquela fase q/ tudo q aparece me meu corpo é por causa da doença estou paranóico, sempre fui saudavel agora vou fazer todos os exame dia 26 e dia 30 de novembro passo no médico p/ ver como estou e em q fase esta a doença, rezo todo dia p/ q não eteja avançada, depois de passar no médico volto a lhe falar, abraço, me deseje sorte.

  3. cleidineia disse:

    oi,boa tarde!
    tenho2sobrinhos com hiv;fico preocupada em saber q esta em falta o medicamento;ate porque estao em estado grave.carga viral muito alta.

    • Aids Hiv disse:

      Cleidineia, essa é situação que de fato assusta. mas o brasil tem um dos melhore programas do mundo. procure informações no centro de atendimento da sua cidade. eles te darão uma posição melhor sobre essa situação.

  4. Leandro disse:

    Oi galera!Descobri há 2 anos ser soropositivo,tomo 4 comprimidos todas às noites,mas nos finais de semana tomo meu vinhozinho ou minha cervejinha normal,só não embriagar e beber todos os dias,segundo o meu médico.O resto é colocar no psicológico que tudo está bem,e vcvai viver bem,estou forte,malho muito,com pernas grossas e lindas e é isso aí,é se amar!Adoro viver!E ainda namoro…..Um beijo a todos!!!!

  5. Alexandre disse:

    Gosto muito de cerveja e a bebo todos os dias mas ainda não faço tratamento. Gostaria de saber se quando começar a me tratar poderei continuar a tomá-las, pois li em alguns artigos que somente se faz necessário um jejum de 2 horas antes e 2 horas depois da ingestão dos medicamentos, e que o grande problema da bebida não é ela em si até pq não tem nenhuma interferência na absorção dos mesmos, e sim a não adesão ao tratamento pelo fato das pessoas optarem pela bebida, procede? Se não puder é por causa dos efeitos colaterais que ficam mais fortes ou pq interfere mesmo na eficácia dos medicamentos? Outra coisa, também já li que se a pessoa teve somente 1 contato com o vírus, pratica exercícios físicos constatemente, é naturalmente saudável, se alimenta bem, a doença demora mais a se desenvolver do que em pessoas por exemplo, desnutridas, também procede?
    Aproveito para deixar um grande alerta: HIV se pega de mulher sim, pois foi pensando o contrário que eu me ferrei. Sou noivo, ela ainda não sabe, mas no momento exato falarei com ela, só tenho medo que ela pense que eu a traí, coisa que nunca fiz. Abraços.

    • Aids Hiv disse:

      Alexandre, a questão maior é a possível indisciplina em relação ao tratamento. se não há problemas em relação a isso não há contra indicação. contudo o consumo deve ser moderado. já o cigarro é prejudicial ao tratamento.
      na pessoa saudável, com tudo que você mencionou, a possibilidade do vírus vir a se desenvolver é menor, porém é preciso acompanhamento médico constante para saber quando entrar com a medicação.
      ótimo ressalva que você fez. há muito “pré-conceito” em relação a transmissão do vírus. a frase “quem ver cara não ver aids” é verdadeira.
      tudo de bom!

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