Redução de 16% da soroprevalência em sete anos é apontada pela OMS como fator positivo no alcance dos Objetivos do Milênio

10/05/2010 – 14h50

O número de novas infecções por HIV entre 2001 e 2008 diminuiu 16% no mundo. Em parte, isso se deve ao éxito das medidas de prevencão. Essas informações foram apontadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como fatores positivos para o alcance dos Objetivos do Milênio, previstos para 2015. Uma das metas é combater a aids, a malária e outras doenças. As informações são da Agência EFE. Leia mais a seguir.

A menos de cinco anos de 2015, data fixada pela ONU (Organização das Nações Unidas) para alcançar os Objetivos do Milênio, algumas metas relacionadas à saúde estão a caminho de serem cumpridas em muitos países. Mas em alguns,  os conflitos, a gestão pública deficiente, as crises humanitária e econômica vão impedir que isso aconteça.

Foi o que alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no informe Estatísticas Mundiais de Saúde 2010 publicado hoje. O documento é uma recompilação anual que a entidade produz a partir dos dados de saúde dos 193 estados membros.

Entre os principais progressos alcançados, a OMS destaca que a mortalidade infantil segue diminuindo e, em 2008, a cifra total de disfunções em crianças menores de 5 anos caiu para 8,8. O índice significa uma redução de 30% em relação aos 12,4 milhões de casos calculados em 1990.

A porcentagem de crianças com desnutrição caiu de 25% em 1990 para 16% em 2010, embora a má notícia é que 104 milhões seguem desnutridos, segundo a OMS.

Outros pontos positivos são que, no mundo, mais mulheres recebem assistência durante o parto, as infecções pelo HIV diminuíram cerca de 16% entre 2001 e 2008 e a porcentagem da população mundial que tem acesso a água potável aumentou de 77% para 87%

O informe destaca que o objetivo do milênio, cujo progresso é mais insatisfatório, está relacionado com a redução da mortalidade materna entre 1990 e 2015. “Entre 1990 e 2005 nenhuma região conseguiu a diminuição anual de 5,5% necessária para alcançar a meta correspondente”, sinaliza a OMS.

A agência de saúde da ONU especifica ainda que “a mortalidade materna é um indicador de saúde que mostra maiores desigualdades entre ricos e pobres, tanto entre os países como no interior deles”.

Em relação à meta de “conquistar para 2015 o acesso universal à saúde reprodutiva”, o informe diz que “menos da metade das grávidas do planeta têm acesso ao mínimo de quatro exames pré-natal recomendados pela OMS”.

A respeito de outra doença que mata anualmente centenas de milhões de pessoas, a malária, o objetivo de combatê-ta até 2015 poderá ser cumprido em nove países da África e em 29 nações de outros continentes, mas em 2008 houve ainda 243 milhões de casos da doença, a maioria em crianças menores de 5 anos. “Em quase todo o mundo a quantidade de redes mosquiteiros tratadas com inseticidas disponíveis está abaixo da necessidade.”

Além disso, a OMS destaca que todos esses resultados variam entre países e regiões e conclui que “ainda seguem revelando os efeitos das crises alimentícia, energética, financeira e econômica mundiais sobre a saúde, fato pelo qual é preciso atuar para proteger o gasto com saúde dos governos e doadores“.

Por isso, a organização faz um chamado “para reforçar os recursos humanos para a saúde, melhorar a disponibilidade e a qualidade dos serviços”.

Tudo isso contanto “com um apoio político permanente e um financiamento sustentável e previsível”.

Fonte: Agência de Notícias da Aids com informações da Agência EFE

Data de criação: 11/05/2010
Última atualização: 11/05/2010

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