PORTO VELHO: Mulheres estão mais vulneráveis ao vírus da AIDS

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O numero de casos entre mulheres casadas e de meia idade vem crescendo de forma alarmante.  Autoridades da área de saúde alertam para questão e ressaltam que embora haja tratamento a doença ainda não possui cura e a única forma de evitar o contagio é a prevenção. Em Porto Velho já são 630 casos confirmados de 2006 ate agosto de 2011, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Devido ao avanço da medicina a AIDS, deixou de ser vista como uma doença fatal para ter um prognóstico que, se o paciente fizer o acompanhamento tomando de forma correta os medicamentos pode ter uma estimativa de vida de 20 à 30 anos. Embora a informação seja positiva, ela gerou um efeito negativo para a sociedade. O medo antes impelido pela doença acentuava o instinto de preservação e atualmente o numero de pessoas infectadas é crescente.

Na década de 80, os homens dos grandes centros eram quase a totalidade, mas com o passar dos anos o perfil dos infectados foi se alterando. “Houve o processo de interiorização, onde os casos saíram das grandes metrópoles, passando a ser registrados também em cidades interioranas”, explica o médico infectologista  e Diretor Executivo do Cemetron, Dr. Sergio Basano.

O aumento da população contribuiu para a incidência de casos, explica Gizele Penedo Lucena, responsável pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE Municipal). O aumento no numero de casos entre a terceira idade é um ponto preocupante, mas a incidência entre mulheres casadas e de meia-idade é mais alarmante.

Exames

Os atendimentos são realizados nos SAE’s. No SAE Estadual que funciona na Policlínica Oswaldo Cruz são atendido os casos do interior e o SAE Municipal que atende na policlínica Rafael Vaz e Silva os casos da capital. “Apenas os casos graves e complicados é que são encaminhados para o Cemetron”, esclarecer Basano.

O SAE é um serviço aberto ao publico. O diagnóstico pode ser feito em 15 minutos através do teste rápido, mas apenas seis semanas após o ato. Segundo Gizele, a procura pelos testes vem aumentando a cada dia. “Não há necessidade de agendamento”.

O SAE Municipal funciona da das 9hs00 às 11hs00 e das 14hs00 às 17hs, por causa do laboratório e de segunda à quinta porque são os dias que em que há possibilidade de dar auxilio aos pacientes positivos. “Nós evitamos a sexta por porque não há como prestar assistência à esses pacientes no fim de semana, estando eles mais suscetíveis à emoções negativas”, afirma.

Ao comparecer ao SAE o paciente é recepcionado por uma psicóloga e uma enfermeira capacitada para esse atendimento que informam sobre as possibilidades do resultado do exame e “principalmente não perdemos a oportunidade de orientarr sobre o uso do preservativo e contagio de outras doenças”, afirma a diretora do SAE Municipal.

O tratamento obedece a critérios clínicos e inicia com 3 remédios que impedem a multiplicação do vírus. O paciente é cadastrado em um sistema e vem à cada três meses para buscar os anti-retrovirais.

O programa nacional de DST/AIDS disponibiliza 19 drogas, utilizados nos coquetéis     e os recursos são divididos entre Governo Federal, Estados e Municípios e a única forma de proteção ainda é a prevenção.

Fonte: Rondônia Dinâmica

Data de criação: 09/09/2011
Última atualização: 09/09/2011

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