Internet ajuda jovem com HIV a ser mãe

09/05/2010 – 16h

A informação de que o governo está desenvolvendo um plano de assistência à reprodução de soropositivos ganhou grande destaque na mídia nos últimos dias.

Essa discussão, em especial sobre os direitos e os riscos das mulheres com HIV terem filhos, remete à data celebrada no Brasil no próximo domingo, o Dia das Mães.

Para marcar a data, a Agência de Notícias da Aids conta três histórias reais sobre o tema mãe, filho e aids.

Leia a seguir a reportagem sobre uma jovem que nasceu com o HIV e vai se tornar mãe.

Luana*, 20 anos, até hoje não sabe o que é viver sem o vírus da aids. Ela pegou HIV via transmissão vertical (mãe para filho).

Moradora de Jundiaí, cidade próxima da capital paulista, a jovem está prestes a realizar um dos seus maiores sonhos: ser mãe.

Ela e seu ex-namorado, soronegativo, planejaram a gravidez sem nenhuma ajuda médica.

“Basicamente todas as orientações que tivemos foi através da internet”, revela Luana. “Como estou bem de saúde, com carga viral indetectável, ele não se importou em correr o risco (de se infectar) para ser pai”, acrescenta.

Os dois se conheceram há dois anos em um restaurante, o primeiro lugar que Luana trabalhou.

A paixão, segundo ela, foi a primeira vista, apesar do relacionamento dos dois até hoje ser um pouco conturbado. “Ele achava que eu não passava muita segurança por ser muito vaidosa, gastava quase todo meu salário com sapatos. Tivemos diversas discussões por conta disso”, exemplifica.

O ex-namorado, de 23 anos, sempre soube que Luana é portadora do HIV, o que nada o impediu de querer ser casar e ter filhos com ela.

“A gente usava camisinha quase sempre. Ele não gostava muito. Falava sobre o desconforto, mas eu insistia e exigia”, conta.

Depois de mais uma briga e reconciliação do casal, a ideia de ter um filho ganhou muita força, lembra Luana.

“Ele pesquisou na internet que o perigo de contrair o vírus nas minhas condições (carga viral indetectável) era baixo. Já tinha ouvido falar sobre isso. Essa ideia já me agradava há muito tempo, embora não pensasse muito nisso”, afirma.

Decisão tomada, Luana ficou grávida e hoje, a poucos dias do parto, ela se recorda quando sentiu medo de contar o fato ao médico e à psicóloga da unidade de saúde que fazia atendimento. “Eu não sabia o que eles iam me dizer, mas achei melhor contar. Para o bem do meu filho… Mas eles ficaram super felizes e me apoiaram. Isso ajudou bastante na minha auto-estima.”

Se por um lado, a previsão do casal de estar juntos no dia do nascimento do filho não será como sonharam, por outro, a gestação deve trazer o menor risco possível de infecção para o bebê.

“Minhas condições clínicas são tão boas que o médico quer fazer parto normal. Está difícil segurar a ansiedade. O Heitor (possível nome do bebê) pode nascer a qualquer momento, mas estou muito feliz e confiante”, disse a jovem na última semana.

Fonte: Agência Aids de Notícias

Data de criação: 11/05/2010
Última atualização: 11/05/2010

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