Infecção pelo HIV cai entre jovens na África pelo

O número de jovens que contraem o vírus da Aids caiu de forma significativa em oito países da África subsaariana, região que concentra 67% de todas as pessoas infectadas no mundo. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), essa queda na transmissão do vírus HIV indica uma mudança de comportamento na região, onde o uso de preservativo aumentou nos últimos anos.

No próximo domingo (18) começa em Viena, na Áustria , 18ª Conferência Internacional da ONU sobre a Aids. Cientistas, políticos, religiosos, voluntários, artistas, membros da realeza e representantes de marcas de preservativos passarão pelo encontro até o dia 23 para alertar sobre uma doença que já tirou 25 milhões de vidas e que em 2008 afetava mais de 33 milhões de pessoas, segundo a ONU.

De acordo com a Unaids (Programa da Organização das Nações Unidas de combate à Aids), os países que registraram as maiores quedas no número de infecções são: Costa do Marfim, Etiópia, Quênia, Malauí, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

No Quênia, foi registrada uma queda de 60% no número de infectados entre 2000 e 2005. Na Etiópia, o número de mulheres jovens grávidas afetadas pela doença caiu 47% em zonas urbanas, e 29% nas zonas rurais.

Além disso, em países como Camarões, Etiópia ou Malauí, os jovens estão começando mais tarde a vida sexual. Para a agência da ONU, caiu o número de pessoas com vários parceiros na região e aumentou o uso do preservativo.

No entanto, segundo o coordenador da MSF (Médicos sem Fronteiras) em Genebra, Nathan Ford, apesar de a transmissão estar em queda, o número de infectados continua o mesmo.

- Desde que uma pessoa se infecta com o HIV até que surja a doença da Aids podem se passar dez anos. Portanto, embora a transmissão esteja caindo agora, vamos seguir recebendo aqueles que se infectaram há dez anos e que precisam de tratamento.

Para Ford, o número de pessoas que precisam de tratamento vai seguir crescendo, mas a quantidade dos medicamentos continuará insuficiente.

Prevenção é o principal desafio na América Latina

A prevenção é o desafio mais urgente no combate à Aids na América Latina. Segundo a Unaids, há na América Latina e no Caribe quase 2 milhões de pessoas que vivem com o vírus HIV, das quais 170 mil são novos infectados. Até 2008, a Aids matou 77 mil pessoas.

Depois da África Subsaariana, o Caribe é a região mais afetada pelo HIV, com a segunda prevalência mais alta para adultos no mundo (1%), mas há a ressalva de que o número de novos infectados ficou estável.

O caso mais significativo é o do Haiti, país de 10 milhões de habitantes onde 2,2% da população convive com a Aids. É a proporção mais alta da América, segundo os organismos internacionais, que alertaram sobre a possível propagação do vírus após o terremoto de 12 de janeiro.

No Brasil, entre 1980 e 2008, foram registrados 506.499 soropositivos, com 205.409 mortes.

Para o diretor do Unaids, Michel Sidibé, é necessário fazer “uma revolução na prevenção”, especialmente em segmentos demográficos vulneráveis.

- Para cada duas pessoas que tratamos, outras cinco se contaminam. Temos que nos mobilizar com força para impulsionar a prevenção.

Para o diretor do Unaids, as medidas preventivas devem ser dirigidas particularmente às mulheres nos países de média e baixa renda, onde se concentram as novas infecções.

Fonte: R7

Data de criação: 21/07/2010
Última atualização: 21/07/2010

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