Governo da Coreia do Norte já expulsou pessoas com HIV do país

Pouco se sabe sobre a real situação da epidemia de aids na Coreia do Norte, primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de Futebol.

País socialista e unipartidário, a República Democrática Popular da Coreia, cuja capital é Pyongyang, vive numa severa ditadura. O atual presidente, Kim Jong-il, seguiu um forte regime de censura adotado pelo pai Kim Il-Sung, líder desde a fundação do país em 1948 até 1994, data de sua morte.

Há quase cinco anos, em uma das poucas notícias acerca do HIV e aids que ultrapassou as fronteiras norte-coreanas, Choe Ung-Jun, funcionário do ministério da Saúde, disse ao Korea Today, publicação em inglês na internet, que não havia soropositivos no país. “Porém, se pratica a prevenção e a vigilância com o objetivo de impedir seu infiltramento”, argumentou.

Choe disse também que o país começava uma campanha de informação e outra de formação de especialistas na área.

Na mesma época, a agência de notícias sul-coreana Yonhap divulgou uma entrevista com o diretor do Centro de Higiene e Combate às Epidemias da Coreia do Norte, Han Kyong Ho. “Havia 27 estrangeiros com análise positiva em seus exames, eles foram enviados a seus países”, afirmou.

De acordo com Han, o País aplicou de 1989 a 2005, o teste de HIV em mais de 400 mil pessoas, mas apenas esses estrangeiros receberam resultados positivos para o vírus da aids.

Entretanto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informa que a Coreia do Norte registra cerca de 10% ou mais de crianças órfãs em decorrência do HIV.

A história recente do País tem sido bastante sofrida. A Coreia foi dividida em dois países logo após a II Guerra Mundial como uma consequência da Guerra Fria. Antes disso, porém, o país foi ocupado pelo Japão entre 1910 e 1945.

Em junho de 1950, tropas norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul em uma tentativa de unificação do regime comunista. O conflito armado durou três anos e culminou com a vitória sul-coreana.

A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo. A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há uma grande tensão entre as duas Coreias.

A Coreia do Norte tem uma população estimada de quase 24 milhões de pessoas. O índice de desenvolvimento humano (IDH) feito pelas Nações Unidas em 1998, colocou o País num patamar médio, com IDH de 0.76.

Na Coreia do Sul, capitalista e cuja capital é Seoul, o IDH de 2007 mostrou ser muito elevado, 0.93, e a população atual chega a quase 50 milhões de habitantes.

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), a Coreia do Sul tem aproximadamente 13 mil pessoas infectadas, o que dá uma média de apenas 0.1%.

Dados de 2007 mostram, entretanto, que a cobertura do tratamento antirretroviral e da prevenção da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê) estavam em pouco mais de 30%.

A Coreia do Sul estreou na Copa no último sábado, ganhando por 2 a 0 da Grécia, que segundo o Unaids, tem uma prevalência nacional do HIV de 0.2%.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

Data de criação: 15/06/2010
Última atualização: 15/06/2010

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