Fármacos contra HIV podem combater vírus associado ao cancro próstata

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Há menos de um ano, investigadores demonstraram que o retrovírus XMRV poderia ser responsável tanto por alguns casos de cancro da próstata como pela síndrome da fadiga crónica. Agora, os investigadores da Universidade Emory, Atlanta Veterans Affairs Medical Center e Universidade de Utah, nos EUA, mostram que quatro medicamentos usados para tratar a sida podem inibir a actuação do vírus no organismo, noticia o site Ciência Diária.
Embora não se saiba o papel que o XMRV exerce para levar ao desenvolvimento das duas doenças, os cientistas conseguiram demonstrar que medicamentos potentes contra o HIV podem combater o retrovírus.
O raltegravir (Isentress®), que representa uma nova classe de medicamentos antiretrovirais ao inibir a enzima integrase, e mais três outros compostos – outro inibidor da integrase, AZT e tenofovir DF, e dois inibidores da transcriptase reversa – podem prevenir a replicação da ameaça no corpo.
Terapias combinadas
Isso sugere que estes medicamentos podem ser usados em terapias combinadas: uma táctica particularmente eficaz contra o vírus da sida.
“O nosso estudo mostrou que estes fármacos inibem o XMRV em baixas concentrações quando dois deles são usados ao mesmo tempo, sugerindo o potencial de terapias do tipo cocktail para inibir a replicação do vírus e a sua disseminação”, explica Raymon Schinazi, professor de pediatria e química da Emory.
“Esta combinação também pode ter a vantagem de atrasar ou mesmo impedir que vírus mutantes se tornem resistentes”, acrescenta.
Embora ambos – o XMRV e o HIV – sejam retrovírus, existe pouca similaridade entre eles ao nível de proteína. Os cientistas mostraram que vários retrovírus podem causar cancro em animais, mas apenas um retrovírus é conhecido por infectar humanos: o T-linfotrópico 1 e 2 e, agora, o XMRV.
Resistência
Os cientistas investigam agora o desenvolvimento da resistência ao raltegravir e a outros medicamentos.
“Nem todos os estudos sobre o XMRV conseguem detectá-lo no cancro da próstata ou em amostras de síndrome da fadiga crónica”, diz Ila Singh, professora de patologia na Universidade de Utah. “Precisamos de ver os resultados de ensaios clínicos, antes que os medicamentos possam ser usados”.
A investigadora liderou um estudo recente que mostra a presença do XMRV em 27% dos cancros da próstata examinados, com maiores probabilidades de serem detectados em tumores mais agressivos. O XMRV pode promover o cancro pela integração no ADN da célula hospedeira e danificar alguns genes.

Data de criação: 22/04/2010
Última atualização: 23/04/2010

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