Falta de remédios prejudica tratamento de 700 portadores de HIV em Araraquara,SP

27/04/2010

Cerca de 700 pessoas portadoras do vírus HIV estão sem quatro medicamentos para a Aids em Araraquara, na região Central de São Paulo, a 272 km da capital. Os remédios deveriam ser distribuídos pelo Ministério da Saúde, mas estão em falta devido o atraso dos laboratórios para liberação. A falta deles pode prejudicar o tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, 187 mil brasileiros estão atualmente em tratamento contra a Aids, mas apenas 3,7 mil estão com dificuldades para encontrar o remédio Abacavir. Apesar disso, as organizações que trabalham com portadores da doença, alegam que o problema é muito maior. Em Araraquara, além do Abacavir, os pacientes não conseguem outros três medicamentos.

Há seis anos, uma aposentada, que preferiu não se identificar, toma três remédios todos os dias, mas há quase um mês ela não consegue encontrar um deles.

- Dá medo de pegar uma infecção, de ficar doente. É muito difícil você conviver com o vírus HIV e você tem que ter esse medicamento disponível para poder sobreviver – disse.

O Ministério da Saúde disponibiliza 32 remédios para a montagem de vários tipos de coquetéis. Estão em falta o Nevirapina, o Lamivudina e o AZT.

- Interrompe todo o tratamento, queima etapas. Todo o trabalho de adesão que você fez com essas pessoas você acaba perdendo – explicou o presidente da ONG RNP Sol, Alberto Andreone.

A infectologista Estela Cirino Cattelani alerta que, mesmo que os remédios sejam substituídos, a saúde pode estar em risco.

- O vírus pode se multiplicar, se ele está sem o anti-retroviral. As células defesa podem cair muito e as pessoas podem ficar predispostas à infecções oportunistas da doença e pode provocar a morte – disse.

A assessoria do Ministério da Saúde informou que o remédio Abacavir chegou nesta terça-feira. Ele estava em falta porque é importado e o laboratório atrasou a entrega. Em relação aos outros remédios, afirmou que não considera que eles estão em falta e ainda explicou que, caso isso aconteça, há outros para substituí-los.

Fonte: Globo

Data de criação: 28/04/2010
Última atualização: 28/04/2010

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