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Aids no Brasil

Dados do Boletim Epidemiológico Aids 2010 reforçam tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos. Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).

O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções. “Por isso, estamos investindo cada vez mais em estratégias para essa população”, explica o diretor.

Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 100% entre 2005 e 2009 (de 202 milhões para 467 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais. Modelo matemático, calculado a partir dos dados da PCAP, mostra que quanto maior o acesso à camisinha no SUS, maior o uso do insumo.

A Saúde também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/aids – que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou: de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou – de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008.

Aids no Brasil – Os novos números da aids (doença já manifesta) no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença.

Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos – 1999 a 2009 – a taxa de incidência no Sudeste caiu (de 24,9 para 20,4 casos por 100 mil habitantes). Nas outras regiões, cresceu: 22,6 para 32,4 no Sul; 11,6 para 18,0 no Centro-Oeste; 6,4 para 13,9 no Nordeste e 6,7 para 20,1 no Norte. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (58%).

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.

A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 em meninas.

Em números absolutos, é possível ver como a redução de casos de aids em menores de cinco anos é expressiva: passou de 954 casos, em 1999, para 468, no ano passado. Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Às gestantes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto, além de realização de cesárea para as mulheres que têm carga viral elevada ou desconhecida. Para o recém-nascido, a determinação é de substituição do aleitamento materno por fórmula infantil (leite em pó) e uso de antirretrovirais. A medida consta do Plano de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis, lançado em 2007 e pactuado com estados e municípios.

Em relação à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade prevalece a sexual. Nas mulheres, 94,9% dos casos registrados em 2009 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,9% foram por relações heterossexuais, 19,7% homossexuais e 7,8% bissexuais. O restante foi por transmissão sanguínea e vertical.

Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada. Isso significa que a prevalência da infecção na população de 15 a 49 anos é menor que 1% (0,61%), mas é maior do que 5% nos subgrupos de maior risco para a infecção pelo HIV – como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo.

O coeficiente de mortalidade vem-se mantendo estável no país, a partir de 1998 (em torno de 6 óbitos por 100 mil habitantes). Observa-se queda no Sudeste, estabilização no Centro-Oeste e Sul. Norte e Nordeste registram queda no número de óbitos.

 

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Casos de aids por Região

 

 

Casos de aids por sexo

 

 

Casos de aids por sexo e faixa etária

 

 

Óbitos por aids por Região

 

 

Óbitos por aids por sexo

 

Dados de anos anteriores

De 1980 a junho de 2007 foram notificados 474.273 casos de Aids no País – 289.074 no Sudeste, 89.250 no Sul, 53.089 no Nordeste, 26.757 no Centro Oeste e 16.103 no Norte. No Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a incidência de Aids tende à estabilização. No Norte e Nordeste, a tendência é de crescimento. Segundo critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos.

Em 2006, considerando dados preliminares, foram registrados 32.628 casos da doença. Em 2005, foram identificados 35.965 casos, representando uma taxa de incidência de 19,5 casos de Aids a cada 100 mil habitantes.

O Boletim Epidemiológico 2007 trouxe, pela primeira vez, dados sobre a proporção de pessoas que continuaram vivendo com Aids em até cinco anos após o diagnóstico. O estudo foi feito com base no número de pessoas identificadas com a doença em 2000. Os dados apontam que, cinco anos depois de diagnosticadas, 90% das pessoas com Aids no Sudeste estavam vivas. Nas outras regiões, os percentuais foram de 78%, no Norte; 80%, no Centro Oeste; 81%, no Nordeste; e 82%, no Sul.

A análise mostra, ainda, que 20,5% dos indivíduos diagnosticados com Aids no Norte haviam morrido em até um ano após a descoberta da doença. No Centro Oeste, o percentual foi de 19,2% e no Nordeste, de 18,3%. Na região Sudeste, o indicador cai para 16,8% e, no Sul, para 13,5%. A média do Brasil foi de 16,1%. Em números absolutos, o Brasil registrou 192.709 óbitos por aids, de 1980 a 2006, considerando que os dados do ano passado ainda são preliminares.

Na série histórica, foram identificados 314.294 casos de Aids em homens e 159.793 em mulheres. Ao longo do tempo, a razão entre os sexos vem diminuindo de forma progressiva. Em 1985, havia 15 casos da doença em homens para 1 em mulher. Hoje, a relação é de 1,5 para 1. Na faixa etária de 13 a 19 anos, há inversão na razão de sexo, a partir de 1998.

Em ambos os sexos, a maior parte dos casos se concentra na faixa etária de 25 a 49 anos. Porém, nos últimos anos, tem-se verificado aumento percentual de casos na população acima de 50 anos, em ambos os sexos.

Em 2005, foram identificados 700 casos de aids na população de menores de cinco anos, representando taxa de incidência de 3,9 casos por 100 mil habitantes. Em 2006, foram registrados 526 casos em menores de 5 anos, mas esse número provavelmente está subnotificado. Considerando as regiões, a taxa de incidência é maior no Sul (6,1), seguido do Sudeste (4,4); Nordeste (3,1); Norte (2,7) e Centro Oeste (2,6).

Do total de 192.709 óbitos por aids identificados no Brasil (1980-2006*), a maioria foi no Sudeste, com 131.840 mortes em decorrência da doença. Em seguida, vêm Sul (28.784), Nordeste (18.379), Centro Oeste (8.738) e Norte (4.968).

Em 2004, pesquisa de abrangência nacional estimou que no Brasil cerca de 593 mil pessoas, entre 15 a 49 anos de idade, vivem com HIV e aids (0,61%). Deste número, cerca de 208 mil são mulheres (0,42%) e 385 mil são homens (0,80%).

A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção. O conhecimento é maior entre as pessoas de 25 a 39 anos, entre os mais escolarizados e entre as pessoas residentes nas regiões Sul e Sudeste.

Os indicadores relacionados ao uso de preservativos mostram que aproximadamente 38% da população sexualmente ativa usou preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria. Este número chega a 57% quando se consideram apenas os jovens de 15 a 24 anos. O uso de preservativos na última relação sexual com parceiro eventual foi de 67%. A proporção comparável em 1998 foi de 63,7%.

* Os dados de 2006 são preliminares

Aids no mundo

Conforme o relatório anual do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids, existem no mundo aproximadamente 33 milhões de pessoas vivendo com HIV/aids. Esse número inclui os 2,5 milhões estimados de pessoas que adquiriram o HIV durante 2004.

O número de pessoas que vivem com o HIV diminuiu globalmente em comparação com os dos anos anteriores. A diferença nos números se deve ao aperfeiçoamento da metodologia e às ações efetivas de enfrentamento da epidemia que vêm sendo desenvolvidas em diversos países.

A África Subsaariana é a área mais afetada, com aproximadamente dois terços do total mundial (22,5 milhões de pessoas com o HIV); desse número três quartos são do sexo feminino. A região também concentra 76% das mortes pela doença.

Na América Latina, o relatório afirma que a epidemia permanece estável. Em 2007, o número estimado de novas infecções na região foi de 100 mil; e o de mortes, de 58 mil. Atualmente, estima-se que 1,6 milhão de pessoas vivam com aids na América Latina.

O documento também indica aumento de 150% no número de pessoas infectadas na Europa Oriental e Ásia Central: passou de 630 mil, em 2001, para 1,6 milhão, em 2007. Noventa por cento das pessoas com HIV no Leste Europeu vivem na Ucrânia e na Rússia.

Para uma abordagem minuciosa em relação aos números da aids no mundo, por gentileza consultar o relatório UNAIDS 2007 Report on the global AIDS epidemic, publicação da Unaids.

Fonte: http://www.aids.gov.br/

Data de criação: 05/07/2011
Última atualização: 06/07/2011

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22 Comentários Publicados

  1. eloiza soares disse:

    muito legal

  2. renan disse:

    mto interesante aprendi muito… vlw

  3. Carolinne disse:

    Essa página me ajudou muito a saber mais…. e no trabalho da escola

  4. Amanda Muraro disse:

    muito podre,nao enxerguei nada

  5. gleicy disse:

    As informações são muitas claras e precisa..em relação a morbidade atualmente do país tem alguma informação ?
    obrigada .

  6. Alysson Padilha disse:

    Parabéns pelas estatísticas, creio que poucos países do mundo tenham esse empenho em mapear o vírus! Ótimo para quem precisa estudar um pouco da medicina!

  7. Dr Nelson Antonio Corrêa disse:

    Gostaria de receber o excelente Boletim DST/AIDS que está interrompido há um ano… Sou Palestrista e é muito útil a informção de vocês…Grato.

  8. erick disse:

    o que e aids?oquesignificaessasigla

    • Aids Hiv disse:

      Erick, AIDS é uma sigla em Inglês que significa: “Acquired Immunodeficiency Syndrome”, o mesmo que Síndrome de Imunodeficiência Adquirida = SIDA.

  9. adamoibraimo disse:

    gostei muito por ter visitado este site, uma vez que consegui as informcaoes que eu precisava.

  10. Juna Maria disse:

    Sou formada em “Educação Sexual” pela FUMEC – BH e penso ser necessário maior investimento da ONU nas regiões mais afetadas do mundo. Os números são uma base fundamental para acompanhamento da SIDA, porém sabemos que há casos para além das estatísticas. Gostei da reportagem. Excelentes informações. Estarei divulgando em minhas conversas com o filho, amigos e estudantes.

  11. Rafael disse:

    Acredito que a televisão como instrumento de concessão pública deveria informar mais sobre a ênfase no uso da camisinha por todos mesmos na relações duradouras e que deveria haver confiança entre ambos, pois por confiar no outro e transar sem camisinha, o risco de contágio é real.
    A Globo principalmente, como maior emissora de televisão do Brasil deveria ventilar mais o uso da camisinha e respeitar o que dispõe o artigo 221 da Constituição Federal,ou seja, atender de preferência a finalidade educativa e informativa deste meio de comunicação.

  12. Roberto disse:

    Muito bom o artigo, trouxe muita informação.

    Mas discordo do Rafael aí em cima, qui diz que a TV tem obrigação de alertar as pessoas. Concordo que ela pode fazer isso e que é ótimo quando aparece na TV algo que alerte as pessoas, mas ninguém é obrigado a nada, as emissoras de TV’s são de empresas particulares e por ter muito poder de informações (ou manipulação) o governo tenta controlá-la, só isso. A TV não é o Estado e nem instrumento do Estado, só presta favores.

  13. Roberto disse:

    Muito bom o artigo, trouxe muita informação.

    Mas discordo do Rafael aí em cima, qui diz que a TV tem obrigação de alertar as pessoas. Concordo que ela pode fazer isso e que é ótimo quando aparece na TV algo que alerte as pessoas, mas ninguém é obrigado a nada, as emissoras de TV’s são de empresas particulares e por ter muito poder de informações (ou manipulação) o governo tenta controlá-la, só isso. A TV não é o Estado e nem instrumento do Estado, só presta favores.

    Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/estatisticas/#ixzz1j13QwIZX

  14. marli disse:

    Parabéns a todos pela brilhante iniciativa. Gostaria de receber informação atualizada sobre o número de crianças menores que 13 anos vivendo com HIV no Brasil. Desde já agradeço a todos.

  15. patricia gonçalves disse:

    Na minha opinião tinha que passar direto na tv coisas sobre a aids e também tinha que ter profisionais nas escolas para fazer palestra,para encentivar os jovens a não fazer besteira e ao uso da camisinha quando obter alguma relação sexual.
    Dai teria certeza que iria baixar o indice da aids no brasil e em todo o mundo.

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