Em dois dias, 474 pessoas fazem testes gratuitos de HIV na Paulista
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Os técnicos do programa de testes anti-HIV, uma ação itinerante que já passou por vários bairros da cidade, esperavam atender 400 pessoas nos três dias de atendimento. “A facilidade de acesso ao local dos exames motivou as pessoas a participarem”, acredita a biomédica Márcia Terezinha Fernandes.”Por isso, realizamos mais testes do que esperávamos”.
O programa faz parte de uma iniciativa é do Shopping Center 3 em parceria com os programas municipal e estadual de DST/aids de São Paulo e Tedd Albuquerque Produção Cultural. A proposta é levar os testes rápidos de HIV mais próximos de onde estão as pessoas.
“Essa é uma oportunidade de as pessoas cuidarem da saúde e tirarem dúvidas sobre doenças sexualmente transmissíveis”, afirmou a operadora de caixa Andressa Luciana (22). Ela explicou que fez o teste pela primeira vez e por curiosidade.
Já o ajudante geral Jhonatas Lourenço (19) disse à Agência Aids que considera esse tipo de ação importante. “Boa parte da população não tem coragem de pedir um exame de HIV para o médico, o que pode dificultar o diagnóstico precoce.” Jhonatas também fez o exame pela primeira vez.
O diagnóstico precoce do HIV é importante para garantir a qualidade de vida dos soropositivos. Dados da vigilância epidemiológica do Estado indicam que 50% dos óbitos decorrentes da aids estão relacionados ao diagnóstico tardio da infecção.
Dúvidas
Além do teste, que dura em média 15 minutos entre a coleta do exame e o resultado, todas as pessoas passam por aconselhamento psicológico. Nesse momento, as pessoas podem tirar dúvidas sobre as DSTs/aids.
A assessora técnica do Programa Municipal, Marina Gonçalves, que também faz o aconselhamento, afirmou que uma das perguntas mais freqüentes é sobre a forma de transmissão do HIV. “As pessoas duvidam que o vírus pode ser transmitido via sexo oral”, disse ela. “E pode”.
Outra dúvida freqüente, segundo Marina, é sobre a influência da vacina H1N1 no resultado de testes anti-HIV. Em alguns casos, pode haver resultado falso positivo até 112 dias após a vacinação.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), isso acontece porque a vacina aumenta a produção de um anticorpo, o que pode alterar o resultado do exame. Nesses casos, o Ministério da Saúde recomenda que a rede pública de saúde faça a contraprova por meio de outro tipo de exame.
Fonte: Agência Aids de Noticias




