Drogas contra o HIV podem ajudar na cura do câncer de próstata
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01/04/2010 – 19:32
Os resultados oferecem esperança aos pacientes das duas doenças, mas o estudo ainda está em estágio inicial. Ou seja, ainda não é conclusivo se existe alguma ligação entre o XMRV e tais doenças. “Nem toda a literatura científica sobre o XMRV foi capaz de relacioná-lo ao câncer de próstata ou à Síndrome da Fadiga Crônica. Será preciso estudar os resultados dos ensaios clínicos antes de usar tais drogas em testes”, diz Ila Singh, professora de patologia da Escola de Medicina da Universidade de Utah.
Ela e sua equipe testaram 45 componentes do coquetel de tratamento do HIV e outras infecções virais para saber quão eficientes eles eram contra o XMRV em células humanas de câncer de mama e próstata. A droga que conseguiu inibir a proliferação do XMRV de forma mais potente foi o raltegravir, aplicado na mesma concentração prescrita a humanos com HIV. Três outras drogas, L-00870812, Zidovudine (AZT) e tenofovir disoproxil fumarate (TDF) também foram eficientes na prevenção da replicação do retrovírus.
“Nosso estudo mostrou que essas drogas inibem o XMRV em baixas concentrações quando duais delas são usadas em conjunto. Isso sugere uma alta potencialidade para que essas drogas se transformem em terapias de ‘coquetel’ na inibição da proliferação do vírus, evitando que ele se espalhe”, diz Raymond Schinazi, pesquisador do Centro de Pesquisa para a Aids da Universidade Emory. Essa combinação de terapias também pode conceder outro benefício ou homem: postergar ou prevenir a mutação do vírus em formas resistentes.
O XMRV é um dos três retrovírus conhecidos que infectam pessoas – descoberto em 2006 por pesquisadores da Universidade da Califórnia. Outros retrovírus intimamente relacionados ao XMRV são conhecidos por causar sarcomas e leucemia em animais. Há seis meses, Ila Singh liderou um estudo que demonstrou a presença de XMRV em células humanas com câncer de próstata. Este estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, encontrou o XMRV em 27% dos cânceres de próstata examinados, sendo mais presente nos tumores mais agressivos. Mais recentemente, cientistas do Instituto Peterson Whittemore no Estado de Nevada, identificaram o XMRV no sangue de pacientes com Síndrome de Fadiga Crônica.




