Consórcio quer estudar abandono de crianças portadoras do vírus HIV

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15 de abril de 2010 7:58

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC deve discutir na próxima reunião, em maio, a pesquisa Abandono e Estigma de Crianças Portadores do Vírus HIV da Fundação Santo André, segundo o coordenador do grupo de trabalho Criança Prioridade 1 do Consórcio, Ariel de Castro Alves.

A pesquisa apontou que crianças e adolescentes de até 17 anos portadores do vírus HIV são abandonados pela família. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 9.000 crianças possuem o vírus da Aids atualmente no País.

“Vou entrar em contato com as professoras e estudantes que elaboraram a pesquisa para trazer uma discussão dos resultados no Consórcio. Pretendo fazer estudo para identificar esses abandonos na região, para elaborar ações aos municípios na área”, disse Alves. Ele informou que cerca de 600 crianças e adolescentes ocupam abrigos das sete cidades por situações de abandono. “Com o estudo poderemos identificar as causas dos abandonos melhores.”

O estudo da Fundação do ABC foi um trabalho de conclusão de curso realizado ano passado pelas então estudantes de Pedagogia Joyce Genuíno e Gabriela de Carvalho e coordenado pelas professoras Ivete Pellegrino e Maria Elena de Gouvêa.

“Quisemos mostrar como é a realidade dessas crianças. Ao chegar nas entidades, encontramos crianças agitadas que faziam de tudo para chamar nossa atenção, o que mostra a carência”, contou Joyce.

Para Ivete, que supervisionou o estudo, muitos profissionais não estão preparados para lidar com essas crianças. “A ideia da pesquisa é mostrar que é preciso desenvolver afetividade no local de tratamento e preparação de ambiente escolar a inclusão.”

TRATAMENTO – As prefeituras da região possuem programas de acompanhamento para pacientes com o vírus da Aids. A administração de São Bernardo informou que trata 49 menores de 19 anos. Santo André registra dez adolescentes entre 13 a 19 anos em acompanhamento. As demais prefeituras não responderam.

O Ambulatório de HIV Infantil da Faculdade de Medicina do ABC atende por semana 15 pacientes. “Temos 60 crianças em tratamento que recebem acompanhamento médico e psicológico, e os pais também são orientados”, explicou Valter Pinho dos Santos, coordenador da unidade. O setor de atendimento existe há 18 anos.

Fonte: Diário do Grande ABC

Data de criação: 22/04/2010
Última atualização: 23/04/2010

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1 Comentário Publicado

  1. paula cunha. algarve disse:

    A TODAS AS CRIANÇAS DEEM-LHES ESPERANÇA…..

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