Cientistas alertam sobre o aumento da transmissão de HIV resistente

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Pesquisadores, médicos e outros profissionais da área da saúde se reuniram entre os dias 27 de fevereiro e 02 de março em Boston, nos Estados Unidos, para a 18ª Conferência sobre Retrovírus e Doenças Oportunistas (CROI, sigla em inglês). Um dos destaques no evento foi o aumento no Brasil e no mundo de um tipo de HIV mais resistente ao tratamento da aids.

De acordo com um estudo da PharmAcess, fundação alemã que fornece tratamento da aids em clínicas privadas de países da África subsaariana, os casos de transmissão do HIV resistente aumentam em média 38% a cada ano.

No Brasil, segundo análise feita a partir de amostras de sangue colhidas de 251 pessoas das cinco regiões do país, observou-se diferentes prevalências do “super HIV”, variando de 5 a 15%, no geral.

Coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a análise apresentada em Boston encontrou, entretanto, algumas prevalências bem altas no país, como em Salvador (19,1%), Santos (12,8%), Brasília (10.6%), Porto Alegre (9%) e Manaus (8,5%).

Os tipos de HIV encontrados nas amostras brasileiras eram principalmente resistentes aos antirretrovirais básicos de primeira linha. Quando esses medicamentos passam a não dar mais o resultado esperado no tratamento, indicam-se então os antirretrovirais de segunda linha mais potentes, mas geralmente mais caros.

Para minimizar as chances de criação desse tipo de HIV mais resistente, a Organização Mundial da Saúde indica que os centros de saúde acompanhem os pacientes para incentivar a adesão ao tratamento e que não haja ininterrupção da distribuição de medicamentos.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

Data de criação: 11/03/2011
Última atualização: 11/03/2011

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