Cerca de duas mil pessoas em Sergipe são portadoras do HIV e não sabem

25/04/2010

O coordenador do Programa Estadual de DSTs e Aids, Almir Santana, informa: cerca de duas mil pessoas em Sergipe são portadoras do HIV e não sabem. Segundo Almir, essas pessoas estão nessa situação por não terem coragem de fazer o exame para conhecerem a sorologia delas, e não mais pelo preconceito e o estigma da doença. “O preconceito hoje ainda existe, mas é muito menor do que há 20 anos atrás, mas as pessoas não fazem o teste por medo do resultado mesmo”, alertou, ao frisar que até o momento foram registrados no Estado 2.240 casos, com 800 mortes por Aids. Almir informou que, hoje, fazer o teste é fácil, já que o Programa de DSTs e Aids do Estado está levando o teste rápido para todos os eventos que tem grande concentração de pessoas. Com esse exame o resultado sai em 15 minutos, sendo o diagnóstico 100% seguro. Em Aracaju, Andrey Lemos, coordenador do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, informou que o número de casos registrados da doença do ano de 1987 até agora é de 1.028, com 315 mortes. No Brasil, a estimativa do Ministério da Saúde é de que 255 mil pessoas tenham HIV e não saibam. Trata-se de pessoas de todas as faixas da população: pobres e ricos, homens e mulheres, gays e heterossexuais. Mas Andrey prefere não quantificar esse percentual para Aracaju por acreditar que hoje, apesar de ainda existir um aumento significativo do número de casos, esse crescimento é bem mais modesto do que há dez anos. “Outra previsão do MS é de que se os números seguirem a tendência da última década, em 2010 pelo menos 11 mil brasileiros vão morrer por causa da Aids, mas nós também não tomamos isso como base para a nossa estatística por acreditar que hoje as pessoas estão se cuidando mais e que o número de infectados que surgirão será inferior ao registrado há dez anos. Os coordenadores Almir e Andrey são unânimes em afirmar que o número de mortes por Aids se dá devido à não realização do exame e ao diagnóstico tardio da doença que não tem cura e pode levar a óbito caso não seja tratada corretamente. Almir salientou que muita gente ainda deixa de fazer o exame por medo do diagnóstico ou por achar que a Aids está fora da sua realidade e, com isso, acabam descobrindo a doença quando as infecções oportunistas começam a aparecer. “Isso além de prejudicar o tratamento pode levar o paciente a óbito”, alertou. Com o desenvolvimento de drogas cada vez mais poderosas no combate à Aids, a sobrevida dos pacientes tem crescido tanto que já não se consegue quantificar em número de anos. “Hoje já temos pacientes idosos portadores do HIV sendo tratados e que apresentaram os primeiros sinais da doença há muito mais de dez anos”, relatou Almir Santana. O coordenador estadual destacou que os medicamentos utilizados para o tratamento da doença hoje oferecem ao paciente de Aids uma sobrevida cada vez melhor, fazendo com que não se tenha mais como prever por quantos anos ele poderá viver com a doença, já que existem pacientes vivendo muitos anos. Andrey destacou que muitas pessoas ainda acham que a Aids está longe da realidade delas e que a doença só atinge prostitutas, homossexuais e travestis. “Mas hoje esse perfil mudou e a Aids, em Aracaju, tem crescido principalmente entre os adolescentes, e nesse grupo o aumento se dá no sexo feminino e nos gays”, ressaltou, ao frisar que a falta de informação com relação à necessidade do uso do preservativo faz com que os adolescentes tornem-se vulneráveis.

Fonte: Correio de Sergipe

Data de criação: 28/04/2010
Última atualização: 28/04/2010

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