Perguntas frequentes

- Geral sobre a doença
- Transmissão
- Sintomas
- Diagnóstico
- Tratamento
- Prevenção
- Outros

GERAL SOBRE A DOENÇA

O que é AIDS?
É uma doença que enfraquece o sistema imunológico, abrindo caminho para outras infecções que acabam sendo fatais. A AIDS é causada pelo vírus HIV. Uma pessoa pode carregar o vírus por diversos anos sem que a doença se manifeste. Ou seja, alguém aparentemente saudável pode estar contaminado e apto a transmitir a doença.

Porque a AIDS ou SIDA é chamada de síndrome?
A AIDS é chamada de síndrome, pois não possui um sintoma específico que possa identificar a doença, como o vírus do sarampo, rubéola, por exemplo. Há, portanto, uma série de manifestações que dão origem a várias doenças.

A AIDS tem cura?
Até o momento ainda não se produz nenhuma droga ou vacina que cure a AIDS para os soropositivos. O único meio de não se contaminar com o vírus é através da prevenção.

De que forma o HIV consegue enfraquecer o organismo da pessoa infectada?
Atacando certos linfócitos, os defensores naturais do corpo. O linfócito escolhido pelo HIV – um vírus citopático, ou seja, capaz de destruir células – chama-se CD4, e é o responsável por “soar o alarme”, isto é, alertar ao sistema imunológico que é necessário se defender. Sem estar avisado de que precisa combater os “invasores”, este sistema falha em sua tarefa, tornando os pacientes com AIDS mais vulneráveis a uma ou mais infecções causadas por bactérias, vírus ou outros parasitas.

O que é infecção aguda pelo HIV?
Trata-se de alguns sintomas que aparecem logo depois da transmissão do vírus. Acontece em 50% a 90% dos pacientes, sendo que alguns sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe: febre alta, dores musculares e articulares, gânglios, dor de garganta, vermelhidão no corpo e perda de peso figuram entre eles. Tendem a desaparecer espontaneamente após aproximadamente 14 dias. Apesar de não se dispor de dados científicos comprovados, estima-se que uma pessoa recém-infectada seja potencialmente transmissora do HIV dentro de 2 a 4 dias após contrair o vírus.

Quanto tempo leva para o HIV causar a AIDS?
O período médio entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sintomas é entre 8 e 11 anos, mas isso pode variar muito. Hoje, há diversos tratamentos capazes de retardar os danos que o HIV faz ao organismo.

Desde quando se conhece a AIDS? Quando foi registrado o primeiro caso no Brasil?
Os primeiros casos de AIDS foram detectados há mais de 20 anos, em Los Angeles e Nova York, nos Estados Unidos. No Brasil, o primeiro caso foi descoberto em 1981. Logo no começo, quando os médicos não conheciam bem a doença, ela era chamada de “peste gay”, porque os primeiros infectados eram homossexuais. Depois, descobriu-se que todo mundo corria o risco de ser contaminado pelo vírus, que só passou a ser conhecido como HIV em 1984.

TRANSMISSÃO

Como o vírus da AIDS por ser transmitido?
R: O HIV, vírus da AIDS, entra no corpo humano via corrente sanguínea, secreções vaginais, esperma e leite materno. Desta forma, o vírus HIV pode ser transmitido através de relações sexuais com pessoas contaminadas sem uso de preservativo, transfusão de sangue contaminado, uso de agulhas, seringas e objetos perfuro-cortantes contaminados, da mãe infectada para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.

É possível pegar AIDS através do beijo, abraço, compartilhando copos, toalhas e outros utensílios?
R: Não. Não se transmite a AIDS através de compartilhamento de objetos (copos, toalhas, cadeiras, vaso sanitário, pia, lençóis), contatos sociais (trabalho, escola, cinema, ônibus, restaurante, saunas, etc), contatos pessoais (beijo na boca, no rosto, abraço, carícia, aperto de mão, dormir junto, etc), espirro, tosse, piscina, picadas de insetos ou outros mosquitos. Nenhum desses meios são portas de entrada para o vírus HIV.

Como evitar a transmissão do vírus da AIDS?
Como a maioria dos casos de AIDS acontece através das relações sexuais, existem várias formas que vão desde a prática sexual sem que haja penetração, nem contato com esperma e secreções vaginais, ao uso dos preservativos (camisinha) como proteção. Para prevenir a contaminação sanguínea é importante que o sangue para transfusões e produtos derivados do sangue sejam testados antes de serem utilizados. Seringas e agulhas sejam descartáveis (ou esterilizados), assim como instrumentos cirúrgicos e cortantes/perfurantes e usuários de drogas injetáveis não compartilhem agulhas e seringas.

O vírus HIV só contamina grupos de risco, como homossexuais?
Há muito tempo a AIDS deixou de ser uma doença que atinge grupos sociais específicos, como os homossexuais. “Não existe grupo de risco e sim comportamento de risco”. Homens, mulheres, crianças, adolescentes, brancos, negros, índios, velhos, pobres ou ricos estão vulneráveis à infecção pelo vírus HIV, independente da orientação sexual.

Além da AIDS, quais são as doenças que podem ser transmitidas pela relação sexual?
Existem muitas doenças que são transmitidas pela relação sexual, chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). As mais comuns e conhecidas são: Sífilis (ou Cancro Duro), causada por bactérias, Herpes Genital, causada por vírus, Gonorréia (conhecida também como Belnorragia, ou, em termos mais populares, pingadeira, esquentamento ou gota matinal), Candidíase (ou Cranco Mole), causada por fungos, provocando corrimentos vaginais e Condiloma Acuminado (conhecida como crista de galo), provocada pelo vírus HPV.

É possível pegar o vírus da AIDS por meio de sexo oral?
A maioria dos médicos acredita que sim, mas com risco bem menor do que no sexo anal ou vaginal. É preciso que o esperma ou secreções vaginais contaminadas entrem em contato com cortes ou outros ferimentos na boca para que o vírus se misture com o sangue. Na dúvida, use camisinha em todas as relações sexuais.

Como se previne a transmissão do HIV da mãe para o filho?
O risco pode ser reduzido em até 67% com o uso do AZT durante a gravidez e no momento do parto. O tratamento também deve ser associado à administração da mesma droga ao recém nascido por seis semanas, mas sempre com orientação médica.

Existe o risco de infecção de HIV por doar sangue ou receber uma injeção?
Não se as agulhas e seringas utilizadas forem descartáveis.

Um só relacionamento sexual é suficiente para se contaminar?
Sim. Um só relacionamento sexual sem preservativo com uma pessoa infectada pode ser suficiente para contrair o vírus HIV.

É possível contrair o vírus HIV por beber do mesmo copo ou utilizar os talheres de uma pessoa infectada pelo vírus?
Não. Não existe risco algum: a saliva não é um meio comprovado de contágio do vírus HIV. Esse vírus somente é adquirido por contato direto com o sangue, os fluidos vaginais ou o sêmen de una pessoa infectada.

É possível ser infectado através de alicate de unha ou aparelho de barbear?
As chances são de 1 para 500, ou seja, ínfimas. O vírus da AIDS é instável e morre muito rápido em qualquer superfície cortante, a não ser que o sangue esteja muito fresco.

Beijo na boca passa AIDS?
Não. Mesmo nos beijos considerados “mais quentes”, a quantidade de vírus na saliva é pequena demais para provocar infecção. Comer no mesmo prato, dormir na mesma cama, sentar na mesma cadeira, usar o mesmo vaso sanitário, etc, não apresentam risco de infecção pelo HIV. Atenção: Se por acaso a pessoa tiver um ferimento, ou uma inflamação nas mucosas internas da boca, ou uma carie mal tratada pode haver, a infecção caso a pessoa esteja infectada.

Se o mosquito picar uma pessoa soropositiva e em seguida picar outra pessoa, há risco de contaminação?
Picada de mosquito não transmite o vírus!!! Nunca se ouviu falar em nenhum caso descrito de transmissão do HIV por vetores como pernilongos, carrapatos, moscas ou outros tipos de insetos. Para ficar mais claro, o mosquito pica através da pele para ter acesso ao sangue e sugá-lo, mas ele não injeta sangue de uma outra pessoa na picada. Os mosquitos podem demorar dias entre a picada de um indivíduo até a sua próxima picada. Como o HIV não vive muito tempo fora do organismo do paciente, o vírus acaba não sobrevivendo no intervalo de dias entre as picadas.

É possível contrair o vírus HIV por visitar a casa de uma pessoa infectada com o vírus, por apertar a mão, compartilhar o banco na escola, por abraços?
Não. Não existe risco algum, pois o vírus HIV nunca é transmitido através do contato físico cotidiano. Esse vírus somente é adquirido por contato direto com o sangue, os fluidos vaginais ou o sêmen de uma pessoa infectada.

O HIV pode penetrar pela pele?
Não. A pele serve normalmente como barreira para a penetração, porém essa barreira pode ser quebrada, quando acontecerem cortes, escoriações, úlceras, feridas, sangramento ou qualquer situação onde possa haver a absorção de fluidos contaminados pelo HIV.
O HIV pode ser transmitido ao se fazer tatuagens?
Sim. O sangue contaminado pode aderir a qualquer instrumento que corte ou perfure a pele. Se o instrumento não for esterilizado é possível a transmissão do vírus a outra pessoa que usar este instrumento

SINTOMAS

Quais os sintomas iniciais da AIDS?
A AIDS propriamente dita não possui sintomas, porém, as doenças chamadas “oportunistas” aproveitam as condições de debilidade do corpo para se desenvolver. As doenças mais comuns são: infecção pulmonar, infecção no cérebro (meningites e encefalites), infecções intestinais, câncer, pneumonia, tuberculose, toxoplasmose, etc. Após a contaminação do HIV, o organismo passa por quatro fases diferenciadas de manifestação viral: 1. Infecção aguda (no período de duas a seis semanas após a contaminação); 2. Linfadenopatia (ou Síndrome Linfadenopática), caracterizada pelo aumento de gânglio (ínguas) no corpo; 3. ARC (Complexo relacionado á AIDS), que pode demorar anos para se manifestar, quando o organismo apresenta grande debilidade; 4. A AIDS propriamente dita, com grave infecção, levando muitas vezes à morte.

Se a Aids não tem sintomas próprios, como é que a pessoa pode descobrir se está ou não com a doença?
É preciso fazer um exame de sangue. Mas trata-se de uma decisão que pode ser delicada. Em alguns países, já se registraram casos de empresas que se recusaram a fazer seguros de saúde para pessoas que fizeram exames de Aids, mesmo que o resultado tenha sido negativo. Se alguém acha que tem alguma chance de estar com a doença, o melhor é se aconselhar antes com um médico.

Quanto tempo leva para que um soropositivo apresente sintomas, ou melhor, sinais da AIDS?
Varia muito de pessoa para pessoa: não existe qualquer prazo definido. A maioria passa mais de dez anos sem nada diferente e alguns podem até nunca desenvolver AIDS, mesmo estando infectados pelo HIV. Lembre-se: o acompanhamento médico adequado é um dos fatores que mais contribui para a qualidade e o tempo de vida.

O que é o período conhecido como janela imunológica?
O vírus HIV demora entre 2 e 8 semanas (14 e 56 dias) para ser detectado no organismo pela maioria dos testes de laboratório. O teste detecta os anticorpos do vírus e não o vírus em si. Quando os anticorpos do vírus de HIV são identificados no sangue, é um sinal claro da existência do vírus. Inclusive antes da presença desses anticorpos, a pessoa pode ter o vírus. O período que abrange a entrada do vírus no organismo até a constatação nos testes é denominado janela imunológica.

O que são doenças oportunistas?
São as infecções que se desenvolvem a partir do enfraquecimento do sistema imunológico. Entre elas, estão a tuberculose, pneumonias, cânceres, diarréias, candidíases; e infecções do sistema nervoso, como a toxoplasmose e as meningites.

DIAGNÓSTICO

Qualquer exame de sangue mostra se uma pessoa está infectada com o HIV?
Não. Em um exame de sangue normal, o hemograma, não é possível saber se a pessoa está com o HIV. Para a pessoa saber se está infectada, tem que fazer um exame de sangue específico para o HIV.

Que exame especifica é feito para saber se a pessoa tem HIV/AIDS?
Os testes mais comuns para detectar anticorpos contra o HIV utilizam uma técnica denominada ELISA (ensaio imuno enzimático). Existem outras técnicas que são menos utilizadas ou realizadas apenas para confirmar o resultado do ELISA, que são o Western-Blot e a imunofluorescência para HIV. Estes exames podem ser feitos gratuitamente na rede publica de saúde ou em clinicas particulares.

Onde é possível fazer o exame para descobrir se é soropositivo? Custa caro?
Na rede pública de saúde, há locais em os exames são realizados gratuitamente. Os Exames são realizados em Centros de Testagem, com requisição médica, diretamente no LACEN (Laboratório Central). Para saber onde estes postos ficam localizados. Em clínicas particulares, os testes possuem valores variados, mas em média é cobrado aproximadamente R$115,00, para detecção através do ELISA (ensaio imuno enzimático). No caso do Western-blot é cobrado R$ 204,00, enquanto que, a Imunofluorescência custa RS 59,00. Vale lembrar que no caso de suspeita, a pessoa poderá fazer este exame de forma gratuita nos Centros de Testagem Anônima.

Sou obrigada(o) a fazer o teste anti-HIV?
Não. Só é obrigatório em dois casos: Transfusão sangüínea e transplante de órgãos. Portanto não pode ser utilizado como exame pré-admissional em nenhuma circunstância.

Quanto tempo leva para o vírus aparecer no exame e para uma pessoa soropositiva apresentar, sinais da Aids?
Para saber se está infectado ou não, o indivíduo deve esperar, em média, 60 dias após a exposição a uma situação de risco, para só depois submeter-se ao teste anti-HIV. Este período é chamado pelos médicos de “janela imunológica”, tempo necessário para que o organismo produza quantidade suficiente de anticorpos contra o vírus, a ponto de ser detectada pelos exames de sangue. Para os sintomas, não existe qualquer prazo definido. O teste não detecta o vírus, ele identifica os anticorpos para este vírus e deverá ser repetido seis meses após a exposição.

TRATAMENTO

O paciente tem o direito de decidir se quer ou não começar o tratamento?
Sim, é dele a resposta final. É o paciente quem deverá acostumar-se a horários rígidos para tomar os remédios, visitas regulares ao infectologista e ao laboratório para exames e à possibilidade de efeitos colaterais. Por isso, é recomendável que pense com calma e obtenha o maior número possível de informações, através de médicos, publicações especializadas e outros portadores do vírus.

Por que tomar medicamentos anti-HIV?
A melhor maneira de combater o vírus é impedir sua multiplicação. É o que fazem os medicamentos anti-HIV, que devem baixar a carga viral, tornando-a indetectável e, se possível, restaurar a imunidade.
Para que o tratamento anti-HIV seja mais eficaz, é recomendável iniciá-lo antes que a pessoa tenha alguma doença e que o seu sistema imunitário esteja muito enfraquecido. É a razão pela qual, hoje, muitas pessoas infectadas pelo HIV fazem um tratamento enquanto dispõem de boa saúde.
Todavia, o início de tratamento raramente ocorre com urgência: é importante informar-se bem com seu médico, grupos e outras pessoas sob tratamento e se preparar antes de começar um tratamento anti-HIV.

Qual é o momento ideal para iniciar o tratamento com o coquetel?
Neste assunto, não há respostas prontas: ninguém sabe qual é o momento ideal para o início da terapia. A decisão vai depender das condições de saúde da pessoa e da linha científica adotada pelo médico. O certo é que no Brasil há um consenso elaborado por técnicos do Ministério da Saúde, que indica parâmetros para início do tratamento. Segundo o documento, deve-se dar medicamentos quando a carga viral superar 100.000 ml e CD4 tornar-se inferior a 500mm³. Pessoas com CD4 maior que 500/mm³ só devem iniciar a terapia quando a carga viral for maior a 100.000 cópias/ml.
A terapia combinada vem apresentando bons resultados em diferentes estágios da infecção – pessoas com ou sem sintomas. Isso significa que não há evidências de que quem começar cedo vai atingir os melhores resultados.

Que critérios o médico irá usar ao escolher a melhor combinação de drogas?
O estado de saúde de cada pessoa, o estilo de vida e preferências pessoais vão influenciar a escolha das drogas anti-retrovirais. A seguir, alguns tópicos que devem, também, ser considerados:
- A combinação de drogas deve ser forte o suficiente para baixar a carga viral aos mais baixos níveis possíveis, que irão reduzir os riscos do surgimento de doenças oportunistas no futuro;
- Na terapia combinada é melhor não incluir nenhuma droga anti-retroviral que já tenha sido usada como monoterapia;
- Ao escolher a primeira combinação de drogas é importante planejar a longo prazo. O ideal é que o infectologista informe ao seu paciente qual é a segunda opção, caso a primeira falhe;
- Existe a possibilidade do aparecimento de efeitos colaterais. Assim, antes de iniciar a terapia é prudente levá-los em consideração e discuti-los com o paciente;
- Alguns anti-retrovirais interagem de maneira ruim com outros medicamentos que possam estar sendo tomados: podem tornar-se menos eficazes ou, por outro lado, até perigosos. É indispensável, portanto, que o médico esteja ciente das outras medicações utilizadas junto com o coquetel.

Quais são os principais benefícios do coquetel e quanto tempo eles duram?
A terapia combinada previne o desenvolvimento das infecções, diminui a carga viral e aumenta a contagem de CD4. Algumas semanas após o inicio do tratamento, muitas pessoas sentem que recuperaram o apetite e o peso e ainda, sua energia e bem-estar. Pode-se, inclusive, recuperar ou aumentar o interesse sexual.
Entretanto, ainda não se sabe com certeza durante quanto tempo a combinação de drogas irá manter seus benefícios: até agora, mostrou-se efetiva por, pelo menos, dois anos.

Quais são as drogas anti-retrovirais atualmente disponíveis?
Durante bastante tempo o AZT (lançado em 1987) foi o único remédio disponível no controle do HIV. Agora, há 17 drogas que compõe o arsenal contra o HIV. São elas:
- Inibidores da protease: indinavir (Crixivan); ritonavir (Norvir); saquinavir (Invirase ou Fortovase); nelfinavir (Viracept); amprenavir (Agenerase); lapinovir (Kaletra)
- Inibidores da Transcriptase Reversa Nucleosídeos: zidovudina (Retrovir ou AZT); didanosina (Videx ou ddI); zalcitabina (Hivid ou ddC); estavudina (Zerit ou d4T); lamivudina (Epivir ou 3TC); combivir (AZT + 3TC); abacavir (Ziagen); Trizivir (AZT + 3TC + abacavir)
- Inibidores da Transcriptase Reversa Não Nucleosídeos: nevirapina (Viramune); efavirenz (Sustiva); delavirdina (Rescriptor).

Como ter acesso ao tratamento gratuito?
Todas as pessoas que já diagnosticaram sua soropositividade para o HIV/Aids e que necessitam de apoio especial antes e durante o tratamento com os medicamentos anti-retrovirais devem procurar os serviços de apoio especializados próximos de sua residência. Procure aqui os serviços de saúde especializados no tratamento do HIV/aids.

PREVENÇÃO

Como colocar a camisinha masculina/feminina?
Camisinha Masculina: Abra a embalagem com cuidado – nunca com os dentes – para não furar a camisinha. Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Desenrole a camisinha até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar o ar. Só use lubrificantes à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes à base de óleo. Após a ejaculação, retire a camisinha com o pênis ainda duro, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha. Dê um nó no meio da camisinha e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais de uma vez. Usar a camisinha duas vezes não previne contra doenças e gravidez. Camisinha Feminina: Segure a argola menor com o polegar e o indicador. Aperte a argola e introduza na vagina com o dedo indicador. Empurre-a com o dedo indicador. A argola maior fica para fora da vagina, isso aumenta a proteção. Para melhor visualização.

Na hora da transa, podemos usar dois preservativos (feminino e masculino ou dois masculinos) juntos para dar maior segurança de não se infectar com o vírus da AIDS?
Não, pois o movimento sexual (vai e vem) pode ocasionar a ruptura dos dois preservativos. Favorecendo a contaminação. Basta utilizar apenas um único preservativo feminino ou masculino.

Como posso me prevenir no sexo oral?
Se for realizar sexo oral em um homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo, para evitar o contato direto boca/pênis. Caso o pratique em uma mulher, aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto boca/vagina. Esta barreira pode ser uma camisinha cortada – formando um retângulo – ou filme de PVC, usado na cozinha (rolopac, magipac, etc…). Existem, ainda, outros meios de diminuir os riscos presentes no sexo oral: 1) Evitar fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite); 2) Evitar fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento.

Eu e o meu parceiro somos soropositivos. Precisamos usar preservativo na hora do sexo?
Claro que sim, pois, depois de alguns anos, os anticorpos do soropositivo vão perdendo sua capacidade de neutralizar o HIV. Além disso, quando ocorre re-infecção pelo vírus da Aids pode-se receber espécies de vírus diferentes das de origem, que, eventualmente, têm maior poder de infectividade, causando outros danos dificultando o controle da doença. Pode também ser re-contaminado com vírus que já sejam resistentes a medicamentos ainda não utilizados.
O que é sexo seguro?
Sexo (mais) seguro envolve algumas medidas para impedir o contágio pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, durante as relações sexuais. Constitui-se, basicamente de: usar camisinha durante as relações sexuais vaginais e anais com penetração – evitando, assim, a trocas de fluídos (esperma; secreção vaginal; sangramento menstrual) e usar preservativo também durante o sexo oral. Não se esqueça: há várias outras formas de trocar carinho e afeto, como roçar, beliscar e lamber o corpo do (a) companheiro (a), além de masturbação mútua.

OUTRAS

Em que lugares do organismo fica hospedado o vírus HIV?
Esse vírus foi isolado em numerosos fluidos do organismo (sangue, sêmen, secreções vaginais, leite materno, saliva, lágrimas). Para que ocorra o contágio, deve existir suficiente concentração de vírus HIV em alguns deles. A concentração de vírus HIV existente na saliva e nas lágrimas é insuficiente para contaminar outra pessoa.

Um casal soropositivo poderá ter filhos algum dia?
R: Sim, atualmente, casais podem ter filhos mesmo sendo soropositivos. A transmissão do HIV da mãe para o bebê é chamada “transmissão vertical”. Se uma mulher soropositiva resolve ter um bebê, é preciso receber um acompanhamento medico especial para a condição de soropositiva. Em princípio, o estado geral de saúde da mãe deve ser bom e ela e o bebê recebem medicamentos de prevenção. Além disso, o bebê não deve ser amamentado com leite materno. Seguindo adequadamente o procedimento de prevenção, o risco de o bebê ser infectado é de 2%.

Fontes:
http://www.gapabahia.org.br/

http://www.aids.org.br/

Data de criação: 27/07/2009
Última atualização: 31/08/2011

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