Campanha pelo uso da camisinha entre mulheres casadas vai distribuir 1 milhão de preservativos

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31/03/2010 16:11

A campanha publicitária “Camisinha, um direito seu”, lançada nesta quarta-feira (31/3) pelo governo federal, quer estimular as mulheres a utilizarem o preservativo nas relações sexuais. Segundo a ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéia Freire, as mulheres que vivem em casamentos heterossexuais acham que não precisam usar camisinha. “Elas têm que ser donas de suas próprias vidas e saber negociar com seus maridos o uso da camisinha”, destaca.

O público central da campanha são mulheres atendidas pelo programa Bolsa Família. Serão distribuídas 1 milhão de camisinhas nos Centros de Referência e Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), nas capitais onde são atendidas 1,2 milhão de mulheres em situação de pobreza. A intenção é ampliar a distribuição para todos os municípios brasileiros.

A ação integra o Plano Nacional de Enfrentamento da Feminização da Epidemia da Aids, criado devido ao aumento da epidemia entre as mulheres. Segundo dados do Ministério da Saúde, independentemente da faixa etária, as mulheres usam menos camisinha. Enquanto 75% das mulheres não utilizam preservativo, entre os homens este percentual cai para 57%.

Os dados mostram também que mulheres mais velhas estão se infectando mais. Em 2007, a taxa de incidência da aids em mulheres acima de 50 anos praticamente dobrou em relação a 1997, passando de 5,2 para 9,9 casos por 100 mil habitantes.

A dona de casa Eurides Souza, de 40 anos, beneficiária do Bolsa Família e uma das modelos da campanha, relata que o marido não oferece resistência, mas que nem sempre é assim com as amigas dela. “Teve uma amiga minha que morreu por causa da aids. Ela confiou no marido e pegou a doença. Não dá pra confiar. Tem que usar camisinha.”

A estudante Júnia Saliba, de 20 anos , também beneficiária do programa, conta que sempre procura usar a camisinha, mas que ainda existe resistência e machismo por parte dos homens. “Eles dizem que se você ama, precisa dar uma prova de amor, não precisa usar camisinha.”

Outro viés da campanha é orientar as mulheres que tiveram relações sexuais sem preservativo a realizarem o teste de aids. Em todos os Cras e Creas, será oferecido testes de diagnóstico rápido. A campanha é uma parceria entre os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria Especial de Política para as Mulheres.

Fonte: Correio Brasiliense

Data de criação: 08/04/2010
Última atualização: 23/04/2010

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3 Comentários Publicados

  1. Carlos disse:

    Mais uma propaganda hipócrita, e que não vai dar em nada.
    Eu, sou casado e estou há 9 anos, com a mesma mulher, e ela, sempre comigo, daí, um “pseudo-entendido”, diz que temos que usar camisinha, porque você não é confiável, tampouco sua esposa é, que usar “é um ato de amor”, e que é certo que os dois estão pulando a cerca, que estão contaminados, mesmo que os exames de doação de sangue digam o contrário, e que passarão isso um para o outro.. Faça-me o favor ! Assim, admite-se que eu estou corneando a minha esposa, e ela, me corneando, e ainda por cima, os dois, irresponsáveis, fariam isso por aí sem se cuidar. É por isso que é mais uma campanha idiota, besta quadrada, que não vai dar em nada como nunca deram as outras!
    querem fazer algo que preste? Façam assim, ó:
    “Quer assassinar sua família covardemente ? Pule a cerca sem camisinha”
    ou
    “Quer namorar bastante ? Quer experimentar várias coisas? Experimente com camisinha, e fique tranquilo”

    Só isso iria ser 50 vezes mais eficiente do que essas hipocrisias que tem por aí. E tenho dito! Eu acho até que isso é de propósito, porque, sabendo da ineficiência deste tipo de propaganda, vende-se mais remédios, e o governo gasta mais ainda com isso, distribuindo propina por aí, já que nem precisa licitar esse tipo de coisa.

    • Aids Hiv disse:

      Olá Carlos
      pelo que compreendemos, vcs questiona a abordagem da campanha, que não é muito direta.
      infelizmente, parece que o tema ainda é tratado com um certo pudor, inclusive pelas instituições que trabalham para redução dos casos de aids no país.
      nós – sociedade – temos ainda muito que evoluir no tratamento desses assuntos, assim como o poder público, as religiões e instituições.
      o número de casos de aids em mulheres que estão em relações estáveis é alarmante.
      nem todas as relações prezam pela fidelidade. há muito o que se modificar, na conduta interna e externa do ser humano.

  2. Carlos disse:

    Olá. Continuo a dizer, que é hipocrisia e com efeito prático quase zero, de tentar abordar diretamente casais estáveis. É o mesmo caso do uso de um arma: Todo mundo em sã consciência é contra uma arma, e nao quer matar ninguém, mas as vezes o uso da arma é necessário. O caso é o mesmo, só que inverso: todo mundo é a favor da saúde, em sã consciência, e a camisinha é algo realmente bom e que deve ser usado ! Mas, não em casais fiéis, e estáveis.
    A fidelidade é algo que pode ruir em mais ou menos tempo, mesmo entre casais casados há tempo. Isso é sabido e fato, mas, se “as escapadas” forem feitas todas de forma segura, com camisinha, não existe a possibilidade de se transmitir doenças, tanto para um lado, quanto para o outro. E eu não falo só de aids, que é a grande vilã, mas tem diversas outras que se transmite até mais facilmente, e nem são tão abordadas.
    Infidelidade é algo que existe desde os primórdios da sociedade. Conscientizar o individuo a perpetuar suas escapadas, com responsabilidade e proteção, é mais fácil do que tentar incentivar casais a usarem camisinha. E em alguns casos, pode soar até como uma agressão (eu me sentiria agredido se minha esposa quisesse, pois já diria que eu não sou fiel, e tampouco responsável). Pensem nisso! E é exatamente isso que ocorre, por isso que falo, que incentivar casal nao tem efeito prático (se esse é o objetivo, deve atingir 1 em cada 1000 casais, nao tô exagerando, é só fazer uma estatística), só gasto com campanha publicitária, e até com remédios. Diferentemente se fosse abordada dessa maneira como eu falei, certamente que pelo menos 50% dos “alvos” (os infiéis), seriam convencidos a usar.
    Fora o fato de ir diretamente em encontro, das pessoas promíscuas, que tem vários parceiros. Se as campanhas se focassem nesses dois grupos (os infiéis e os promíscuos), certo que as estatísticas iam se tornar mais favoráveis. Não sou dono da verdade, mas vão por mim que vai dar certo !
    Vi que o proprio administrador do site respondeu, caso queira manter contato por email, já tá no cadastro.

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